Filme Velho Review – Pi (1998)

Salve, salve, seres humanos psicodélicos em preto e branco. Tudo beleza?

Faz tempo que eu não faço posts dessa série aqui. A verdade é que eu esqueço que ela existe por que eu assisto pouco filme. Muito louco.

Pois bem, esses dias eu assisti a um filme que me era indicado a muito tempo, Pi, um filme de 1998 que tem como tema central o número Pi e coisas de matemática. Caso você não saiba, eu estudei matemática hard durante um período razoável da minha vida, e por isso me indicavam esse filme. Finalmente eu o assisti. Vamos para o review.

Pi (1998) – review

Pi filme poster

 

Pi, conta a história de Max Cohen, um matemático pesquisador que tem como objetivo de estudo, construir um modelo matemático capaz de prever a variação no mercado financeiro. Ele acredita que todas as coisas do mundo estão interligadas e que existe um modelo matemático que rege o mundo, deixando isso suficientemente claro com seus axiomas:

12:45. Eu reitero meus postulados.
Um: a Matemática á a linguagem da natureza.
Dois: Tudo ao nosso redor… pode ser representado e ser entendido através dos números.
Três: se representarmos graficamente os números de qualquer sistema, padrões surgem.

Por conseguinte, há padrões por toda parte na natureza.

A evidência: O ciclo das epidemias, o crescimento e a diminuição das populações; os ciclos das manchas solares; a enchentes e as secas do Nilo.

Então, o quê acontece com o mercado acionário? O universo de números que representa a economía global.
Milhões de mãos trabalhando, bilhões de cabeças. Uma imensa rede, gritando com vida. Um organismo. Um organismo natural.

Minha hipótese: Dentro do mercado acionário, também existe um padrão. Bem diante de mim, escondido atrás dos números. Sempre esteve.

12:50. pressiono Return.

Outro ponto importante é que Max tem uma doença cerebral incurável. Ele toma vários remédios e frequentemente tem ataques. Durante o filme ele interage com um professor da universidade que teve um ataque cardíaco enquanto tentava descobrir padrões nos dígitos de Pi, com uma espécie de seita judaica que acredita que a Torah é um sistema numérico, que pode ser desvendado revelando algum segredo divino, e com uma mulher que representa uma corporação que quer usar os conhecimentos dele.

A história segue o trabalho de Max e a interação com essas pessoas e com a loucura.

Isso é um resumo do filme.

O que eu achei? Esse filme é curioso e dicotômico. Eu consegui curtir muito e me decepcionar enormemente com esse filme. Parece estranho? Eu explico.

Eu achei o roteiro fraco, mas isso tem a ver com a expectativa que eu criei quando me disseram que era um filme sobre matemática, o que ele de fato não é. Ele começa bem mostrando o trabalho de pesquisa do Max. Um trabalho que envolve a criação de modelos, implementação do modelo a nível de programação e observação dos resultados no mundo real. Isso é legal. Mostra como um matemático tem que muitas vezes ser programador e micreiro. Mostra como ele é fodido, sem grana de universidade e fica fodido quando uma peça do computador queima. Essa parte é muito legal mesmo.

Depois do primeiro bug, em que essa sequência numérica da imagem acima aparece, o filme muda totalmente de figura. Começa a parecer que o trabalho de um pesquisador de exatas é olhar para um monte de números tirados de qualquer lugar e tentar magicamente encontrar um padrão naquilo. E acredite, NÃO É ASSIM que se faz pesquisa! E depois vem a pira dos judeus lá e é uma bagunça da porra.

“Mas Vulto, se o roteiro é tão ruim com você está falando, como você gostou?”

O interessante desse filme é a direção. O Darren Aronofsky consegue te incomodar de um jeito único. A loucura e as pirações psicodélicas do Max com sua doença acabam sendo muito mais interessantes que o roteiro e a busca do segredo secreto dos números. Algumas cenas são muito agoniantes e o fato do filme ser em preto e branco deixa ainda mais tenso.

Resumindo: Como “Assiste esse filme. Tem Matemática. Você que entende vai gostar.”, esse filme é meio bosta, mas como “Filme sobre um cara com problemas de cabeça tendo umas pirações fodas” é um filme bem legal. Muito loko.





Roteiro: Darren Aronofsky, Sean Gullete e Eric Watson
Direção: Darren Aronofsky
Sean Gullete como Max Cohen

Então é isso. O filme é legal, mas nem tanto. Assista por sua conta e risco.
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Um abraço.
E tchal.


Vulto

Desprezível.

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