Persépolis, hq – review

Salve, salve, seres humanos da terra.

Hoje eu quero falar de uma hq, que apesar de não ser muito velha, ganhou um status de clássico e de cult ao mesmo tempo. Hoje eu quero falar de Persépolis.

Persépolis conta a história da própria autora, Marjane Satrapi, uma artista Iraniana que nasceu em 1969 e passou por vários períodos importantes da história do Irã.

Marjane Satrapi tinha apenas 10 anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida em uma família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã no regime totalitário Xiita. No ano seguinte começa a Guerra entre o Irã e Iraque, Marjane tem 11 anos de idade. Aos 14 Marjane é mandada para morar sozinha e estudar na Áustria e fugir da guerra. 8 anos depois ela volta para o Irã para se encontrar em um Irã, já sem guerra, mas ainda totalmente opressor.

Persépolis conta a história dessa menina.

O que eu achei? A história da Marjane é incrível e cheio de reviravoltas incríveis. Cada fase da sua vida, começando em seus 10 anos vivenciando a Revolução Islâmica, a perseguição e morte dos Insurgentes, até a vida de uma adolescente sozinha na Áustria e o preconceito contra os Iranianos até sua volta para o Irã totalitário, possui momentos interessantíssimos.

A arte, apesar de simples, é incrível e muito interessante, e resolve muito bem algumas questões visuais que seriam complicadas.

Eu prefiro o começo, por que a jovem Marjane criança lida com toda a loucura política da época de uma forma muito peculiar e ela é muito fofinha.

O período da guerra é extremamente interessante por conta da passividade a qual você é submetido. Você mora na capital de um país que está sendo constantemente bombardeado e é isso aí. Fazer o quê?

O período que a personagem entra vive na Áustria pode ser visto como mais fútil por se tratar da adolescência da personagem, mas com um segundo olhar é fácil lembrar que, se a adolescência já é um período confuso, como seria a adolescência longe dos pais, em um país com uma cultura totalmente diferente e sem amigos por perto? Pois é. Essa é a parte mais “tranquila”, mas é a parte mais sensível da narrativa. Os estudo dela de política são bem legais também.

A última parte encerra a narrativa mostrando uma Marjane jovem adulta de volta ao Irã teocrático depois de ter passado 8 anos em um país laico. Voltar a usar o véu, a pressão para se casar e o que fazer da vida são algumas questões dessa parte.

A grande diferença entre essa e outras histórias, e o que faz que essa hq seja tão especial, é o caráter biográfico. É fácil de notar que os saltos de tempo são muito irregulares, isso por quê, me parece, que existe um grande trabalho de curadoria em escolher as histórias mais interessantes. A Marjane é excelente em tratar alguns temas, muitas vezes sérios, com humor, o que torna a história, mesmo muito densa, bem suave e leve de ler.

Chega de falar. Se eu falar mais vou entrar nos spoilers.

Persépolis ganhou uma versão longa metragem de animação em 2007. Eu ainda não assisti, mas sei que ele ganhou vários prêmios, ente eles o César de Melhor roteiro de Adaptação.

Antes de encerrar eu preciso agradecer à minha amiga Luisa Perdigão que me emprestou a revista. Obrigado menina Luisa.





 

Então é isso. Leiam a revista por que ela é maravilhosa. É um ótimo quadrinho.
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Um abraço.
E tchal.

 


Vulto

Desprezível.

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