Persistente, por Bianca Reis (hq nacional) – resenha

Salve, salve, seres humanos da terra.

Mais um post sobre quadrinho nacional. ÊÊÊÊÊ!! Pois é, esse é o último que está aqui em cima da minha mesa para falar, então a menos que outra chegue essa é a última dessa leva de projetos apoiados no catarse.

Persistente, por Bianca Reis – resenha

Persistente por Bianca Reis

Esse projeto passou muito da meta, e as metas estendidas traziam dois novos livros: um chamado de Brega, Sincero e Duvidoso que é uma carta de amor em forma de livro ilustrado, com ilustrações que parecem ser feitas em carvão ou algo do tipo. Muito lindo; E o outro que se chama Amélia Baleia, Corpo de Sereia que é um livro de poesia ilustrado muito sensacional também.

Como são muitos livros eu vou focar essa resenha no principal, que é o Persistente, como o nome do post sugere. Os outros dois são lindos, mas eu só posso falar de um,  e vai ser o Persistente, que é o mais complexo.

Bianca Reis já é uma quadrinista que vem fazendo quadrinhos poéticos há mais de 3 anos. Ela tentou um realizar um projeto no catarse anteriormente, mas não pôde concluir por motivos de saúde. Depressão.

Depois de se tratar e melhorar de saúde ela voltou a desenhar e começou esse projeto. Esse é o livro que tenho aqui. Um livro que não se chama Persistente por nada. Um livro onde a autora pode cutucar as próprias feridas para descobrir os motivos de sua depressão, os medos que a afligem desde a infância, até os dias de hoje.

O livro se divide em quatro partes muito bem definidas:

Dias Negativos é a primeira parte do livro, que já começa com um soco na cara. Nesse começo somos introduzidos aos dias ruins de alguém que tem depressão. Dias em que não se consegue levantar da cama. Dias onde o choro vem sem nenhum motivo. E até pensamentos suicidas.

Família é a segunda parte e aqui, se você achou que a primeira parte é tensa, você percebe que pode piorar. Essa parte fala de abandono pelos pais. Fala sobre a perda do avô e fala sobre o desligamento com o resto da família. É triste pra caramba.

Dias Positivos é a terceira parte, e é nessa parte que as coisas começam a melhorar. Nessa parte temos mais do entendimento dela depois da terapia. Fala sobre amor e esperança.

E por fim temos a parte Batalhas, que nos lembram das batalhas diárias de quem vive com a depressão. “Hoje eu consegui acordar cedo.” \o/





O que eu achei? Em geral eu sou o leitor de coisas good vibes. Eu gosto de ver o Superman salvar o gatinho da árvore e sorrir para as senhoras idosas. Essa hq não é nada disso. Mas mesmo assim eu adorei.

A arte é incrível e o texto é maravilhoso. É até difícil explicar a montanha russa de sentimentos que essa hq me trouxe. Só posso dizer que … é mágico.

Essa é, sem dúvidas, a hq mais sincera e tocante que eu li em muito tempo. Acho que é isso que eu queria dizer.

Então é isso. Não sei onde comprar a hq, mas vale a pena dar uma procurada.
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Um abraço.
E tchal.

post publicado originalmente por mim no portal Cultura Nerd e Geek


Vulto

Desprezível.

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