Superwoman #1 e uma morte precipitada – review

Salve, salve, seres humanos super poderosos da terra.

Nesta segunda feira saiu um Flash News, no qual eu e menina Thaineh, a host do mal, falamos sobre a morte de um “importante personagem” do universo da DC na revista Superwoman #1 (link aqui). Como eu fui forçado a ler essa revista para comentar a notícia e é uma #1, vou fazer o review dela. Vamos nessa.

 

Superwoman (2016-) 001-000

 

Antes de falar da HQ tem que dar uma contextualizada como é de costume por aqui.

Em 2011 teve o reboot da DC que iniciou a série que ficou conhecida como Os Novos 52. Nessa fase, todos os heróis foram reiniciados e o Superman (que vamos chamar de Superman Novos 52) era um babaca. Ninguém gostava do Superman Novos 52.

No ano passado teve uma série chamada Convergence, onde é revelado que um Brainiac primordial superfodão havia capturado cidades de diversos universos anteriores e os guardado em um mundo maluco, uma dessas cidades é a Metrópolis da fase pós-Crise com o Superman legal que todo mundo conhece (vamos chamá-lo de Superman Legal).

No final de Convergence (eu não vou explicar) o Superman Legal encontra um portal que o leva, junto com a Lois Lane Legal e seu filho recém nascido, Jon,  para a terra dos Novos 52, e eles ficam vivendo secretamente no universo dos Novos 52. (Leia a revista Superman: Lois e Clark que é muito boa.)

Em Superman #52, o Superman Novos 52 morre, deixando o mundo para o Superman Legal assumir, durante sua morte ele lança dois raios que acertam a Lois Lane Novos 52 e a Lana Lang, que acabam ganhando poderes.

morte-superman-novos-52

O Superman que está morrendo é o dos Novos 52, o de preto é o Legal. As pessoas atingidas por raios são a Lois Lane (Novos 52) e a Lana Lang

Esse é o estado atual no Rebirth. O Superman Legal assume o papel de Superman e Clark Kent do mundo, e existem duas Lois Lane’s, a Lois Lane Legal (que tem um filho com o Superman Legal), e a Lois Lane Novos 52 que agora tem poderes e vamos chamá-la daqui para frente de Superwoman Azul.

Agora sim. Vamos falar dessa HQ

SUPERWOMAN #1 – REVIEW

Superwoman (2016-) 001-002

 

A história começa no antigo rancho dos Kent, onde Lois Lane e Lana Lang conversam. Lois, que assumiu a alcunha de Superwoman depois de ganhar os poderes do Superman, tenta convencer Lana a fazer parte de algo.

Mostra-se alguns jornais falando da Superwoman, a mais nova heroína de Metrópolis, e questionando quem seria essa nova Superwoman?

Corta para Metrópolis onde Lex Luthor, que agora é um Superman de armadura supertécnológica que fala Lex (leia meu review de LJ#52), está inaugurando o Gestalt, um Porta-Aviões Gigantesco com várias armas e caças de combate para “garantir a paz e proteção da terra”.

Ele e Lana trocam algumas farpas e de repente algo começa a revirar barcos e empurrar o Gestalt. A Superwoman Azul aparece para salvar o dia e começa, mas passa alguma dificuldade para impedir que o porta-aviões gigantes atinja uma ponte. E eis que surge a Superwoman Vermelha.

Superwoman (2016-) 001-012

 

A Superwoman Vermelha, que tem o poder de converter energia solar em outras formas de energia, ajuda a Superwoman Azul e juntas elas conseguem impedir que Gestalt se choque contra a ponte de Metrópolis.

 

Superwoman (2016-) 001-015

 

Depois de um pouco mais de flashback e de um pouco mais de treta com o Lex Luthor, as duas Superwomen entram no Gestalt para investigar e são atacadas por uma espécie de Superwoman Lois Lane Bizarra. Elas trocam um pouco de porrada e então, por mais incrível que pareça, a Superwoman que está na capa da revista morre na primeira edição?

Superwoman (2016-) 001-020





Fim da Edição

Essa “morte” virou notícia em vários sites, como comentamos no Flash News, e eu preciso especular algumas coisas.

É possível que a DC tenha decidido matar também a Lois Lane dos Novos 52 para evitar a redundância de termos duas Lois Lanes assim como foi feito com o Superman. Se era esse o objetivo, foi uma sacada bem sagaz, entenda, a DC anuncia que vai ter uma revista chamada Superwoman, mostra a Lois na capa, mas na verdade a Superwoman que vai mandar na revista é a Lana Lang (repare que é ela quem narra a história), e surpreende todo mundo com uma morte inesperada já na primeira edição, coisa que é difícil de fazer hoje em dia nos quadrinhos. Poderia ser isso, mas eu não acredito.

Por outro lado, eu não posso deixar de considerar que a capa das edições 2 e 3 já foram reveladas

 

Na capa da edição 2 aparece a Lois Lane tentando escapar de um túmulo, o que geralmente significa uma tentativa de escapar da morte, além de ter um tom de aventura, e não um tom de lamento, ou de luto. E na capa da edição 3 temos a Lois encarando várias Superwomans Bizarras em um lugar maluco estranho, o que pode significar que ela na verdade se conectou com alguma fonte e fez uma viagem astral maluca ou algo do tipo, repare que ela fala …

superwoman dying words

 

Então é isso. Acho que a menina Lois não morreu. Ninguém com um S no peito morre com duas páginas de luta. Fica a dica.

O que eu achei da revista? Achei a revista cansativa por ter muita fala. Tem uma página que tem 38 balões! Pra que tanta fala? Que isso? Tirando isso o desenho é legal e o roteiro acertou em cheio no quesito “cliffhanger safado” para prender o leitor. É claro que eu vou ler a próxima pra entender o que aconteceu.

Achei massa a Lana ser uma espécie de Superman elétrico, acho sim que da pra tirar coisa dessa ideia. Vamos ver.

Roteiro e Arte: Phil Jimenez
Arte Final: Matt Santorelli
Cores: Jeromy Cox

É isso galerinha. Desculpem o post enorme.
Comentem aí o que acham.
Um abraço.
E tchal.

post publicado originalmente por mim no Portal Cultura Nerd e Geek

Vulto

Desprezível.

Você pode gostar...