Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de resenha e eu quero falar de filme nacional! Então vamos nessa com O Último Azul.

O Último Azul é um filme de 2025, dirigido pelo Gabriel Mascaro. O filme se passa em um futuro não tão futuro assim e é uma distopia brasileira. Nesse mundo do filme, o governo envia os velhinhos da sociedade para colônias, onde eles vão poder (no discurso) viver uma velhice digna. Acontece que ninguém sabe onde essa colônia fica, os velhinhos nunca voltam e fica por isso mesmo. É uma sociedade que se livra dos seus idosos, mas com um discurso fofinho .
A protagonista, Tereza, é uma senhora de 77 anos e idade para ser enviada para a morte colônia acabou de diminuir. Ela é uma velhinha que trabalha, mora sozinha, se vira sozinha, super funcional. Porém, o governo passa a tratá-la automaticamente como uma inválida, aposentada as pressas e deixada sob os cuidados da filha.
Antes de partir, Tereza quer realizar seu maior desejo, que é o de voar. Só que agora, ela precisa de autorização da filha para tudo e a filha não deixa ela comprar passagem de avião. Então ela vai tentar meios alternativos para chegar até um outro município onde ela pode voar num aviãozinho bem capenga.
Obviamente não vai ser tão fácil assim.
Em determinado momento, ela quase é enviada para a colônia, mas consegue fugir, o que faz com que ela se torne uma velhinha foragida. E como ela fica no final, eu não vou contar.
O que eu achei de O Último Azul?
Esse filme é fantástico. É uma distopia brasileira com muita cara de Brasil, especialmente depois da pandemia, quando a gente descobriu que muita gente aceitaria de boa se livrar dos seus velhinhos. O filme tem uma protagonista idosa, o que é meio raridade na indústria do cinema, interpretada por uma atriz muito boa, a Denise Weinberg.
Outra característica é que se trata de um filme lá no norte do Brasil. Um norte muito bem representado e muito interessante. Sobre a história, é uma história consistente, criativa e muito sensível. E um detalhe interessante é que ele não vai pelo caminho óbvio, não é uma vovó querendo viver pelo neto, ou uma questão de cuidado, que acaba sendo a caracterização mais comum para mulheres. Na verdade é a história de uma mulher muito viva que quer o que todo mundo quer, continuar vivendo, em paz.
Daí temos a história de duas mulheres que se encontram na amizade, uma amizade sincera e verdadeira. O padrão hollywoodiano (que a gente acaba importando) é que filme de protagonista mulher, tem que ser um filme de maternidade, amor de família, cuidado ou o bom e veeeeelho romance. Daí temos esse filho onde as relações são outras. É uma mulher que quer viver e algumas amizades que ela faz no meio do caminho.
O Último Azul é um baita filme. Recomendo muito. Está na Netflix.
Então é isso. Filmaço. Adorei.
Mas e você, o que acha?
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Um abraço.
E tchau.
