Precisamos falar sobre o Kevin (o livro) – resenha

Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de falar de literatura e eu quero falar de um livrão que eu demorei demais para ler, mas finalmente consegui. Então vamos nessa com Precisamos falar sobre o Kevin.

Precisamos falar sobre Kevin (o livro) - resenha

Precisamos falar sobre o Kevin é um livro de Lionel Shriver e foi lançado em 2003 se não me engano. O livro conta a história de Eva Khatchadourian, a mãe de Kevin, um garoto que cometeu assassinato em massa na escola aos 15 anos de idade.

O livro é contado em cartas que ela vai mandando para o marido, depois do massacre, onde ela vai contando o que está acontecendo com ela e, ao mesmo tempo, refletindo sobre o passado do garoto, desde o nascimento até o fatídico dia do massacre anunciado, mas que só é narrado nos últimos capítulos do livro.

Então cada capítulo é uma carta e transita nesses dois tempos. Ela conta algo que aconteceu naquele dia e isso faz dela lembrar da gravidez. Na outra corta ela conta que visitou o Kevin na cadeia e lembra dele nenenzinho esquisito.

Então acompanhamos toda a vida de Kevin que me parece retratar (não vou diagnosticar personagem de livro) um jovem sociopatinha. Ele não demonstra sentimentos, tem uma inteligência e uma frieza muito incomum desde muito novo e vive desafiando a mãe. Claro que é uma narrativa depois dele cometer assassinato em massa, então pode ser uma memória enviesada.

E no fim culminamos com a narrativa final de como foi esse massacre, numa cena muito pesada.

Precisamos falar sobre o Kevin foi adaptado em filme em 2011, com a Tilda Swinton fazendo a Eva e o Ezra Miller como Kevin.

O que eu achei de Precisamos Falar Sobre o Kevin?

Esse livro é fantástico. Ele tem um estilo narrativo muito interessante, porque ele consegue te mostrar mais ou menos o que vai acontecer desde o começo, mas sem mostrar exatamente o que é. Então ele consegue te deixar curioso sobre algo que você já sabe mais ou menos para onde vai. E eu já sabia sobre o filme, então fico curioso de pensar como é para quem não sabe coisa alguma. E mesmo sabendo sobre o massacre, ele consegue guardar surpresas desagradáveis para o final.

O grande trunfo mesmo são os personagens. O livro é uma grande criação de personagem que não termina nunca. Não termina, porque não fica tudo claro em momento algum. Personagens profundos demais para ver o fundo. A Eva é uma batalhadora que tenta ser mãe, apesar de saber desde cedo que o filho é desprezível. O Kevin fica ali tentando ser um geniozinho do mal, mas tem um ou outro momento onde ele derrapa, se tornando um personagem interessante também. Os outros personagens têm construções mais rasas, porque vão acabar servindo como objetos nessa narrativa entre mãe e filho, mas também são bons.

E daí vem o final, que é uma grande tragédia anunciada, mas que é sentida mesmo assim. A meu ver, um grande mérito de construção narrativa. Mostrar o que vai acontecer e surpreender mesmo assim.

Então é isso. Baita livro Recomendo demais.
Mas e você? Já leu esse livro? Viu o filme? Tem medo do Ezra Miller?
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Um abraço.
E tchau

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