A Impostora – uma histórias sobre escritoras – resenha

Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de falar de livro e eu quero falar de um livro fantástico! Então vamos nessa com A Impostora.

A Impostora

A Impostora (Yellowface) é um livro de 2024 de R.F Kuang. O livro conta a história de Juniper Song, uma escritora “fracassada” (ela se julga assim) que lançou um livro sem grande repercussão, tem um agente que não dá muito moral para ela e que não é vista por editoras (tipo eu). Acontece que ela tem uma amiga, Athena Liu, que é um sucesso. Uma escritora super bombada e linda e a queridinha da américa. Athena é chinesa.

A treta começa quando elas saem numa noite e, na casa de Athena, ela se engasga e morre. Acontece que Athena deixou um manuscrito que ela tinha acabado de terminar, um livro semifinalizado sobre um grupo de trabalhadores chineses que atuou na guerra, algo assim. Juniper cata o livro, finaliza ele e lança. E daí a vida dela muda completamente. Ela passa de ilustre desconhecida a Best Seller e escritora do momento em poucos meses.

É claro que isso não sai fácil assim, porque parece que alguém sabe que ela “roubou” o livro. E daí começa chantagem, tretas, acusações, cancelamento online e tudo o mais que eu não vou contar.

O que eu achei de A Impostora?

Esse livro é fantástico! Um livro sobre escritores tem um nível de dificuldade a mais, porque precisa ser tecnicamente impecável, afinal, não dá para a narradora dizer o que é bom e o que é ruim se a própria escritora for fraquinha. Porém, esse livro é impecável. Ritmo, construções frasais muito interessantes, boas metáforas e um clima de tensão constante de alguém assombrada pelo fantasma da amiga, nem tão amiga assim, morta.

Gosto de como o livro retrata bem como é o mundo mesquinho da literatura e seu mercado de riquezas, egos e adiantamentos enormes. O mundo da literatura tem uma vida própria, todo um mundo de tretas, invejas e puxadas de tapete que só quem está no meio conhece. A autora consegue mostrar como esse mundo é fantástico, mas também é patético em alguns momentos. Acho que isso reflete muito o mundo atual, um mundo de bolhas onde existe uma fama super local e as pessoas mais famosas desse mundo são desconhecidos no mundo real.

Mas, no fundo, A Impostora é uma história de uma mulher que sente culpa, mas que tem seus próprios mecanismos para entender que não fez nada de errado. E o fato de ser narrado em primeira pessoa é crucial, porque nossa querida Juniper é totalmente não confiável.

Em resumo: Livro fantástico. Recomendo demais. Leia.

Então é isso. Adorei.
Mas e você, já roubou livro de amigo morto?
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Um abraço.
E tchau.

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