Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de resenha e é dia de terminar minha série de posts da série A Amiga Genial. A série é baseada na tetralogia napolitana de Elena Ferrante e ganhou o nome do primeiro livro. Essa é a quarta e última temporada, baseada no quarto e último livro: História da menina perdida.
Veja as resenhas anteriores aqui, aqui e aqui.
A Amiga Genial – História da menina perdida:

A terceira temporada termina com Lenu abandonando o marido e indo viajar com o Nino, o homem que já meteu um monte de filho por aí e saiu fora sem assumir nenhum, que é casado, mas disse que está largando a mulher, mas ela ama de todo o coração. Passa um tempinho que dá a entender que ela ficou viajando com o Nino e negligenciando as filhas. Nesse pequeno salto temporal os atores adultos são substituídos, mas depois vai vir um outro salto temporal maior que as meninas vão ficar maiores. Poderiam ter guardado a mudança para fazer tudo junto.
Basicamente Lenu está viajando com Nino para lá e para cá, enquanto as filhas ficam na casa da avó. Em vários momentos da série a Lila é uma chata cabeça-dura, mas desde o episódio 6 da temporada anterior, quando o Nino reaparece, a Lenu vira uma imbecil completa. Ela negligencia as filhas, fica na casa das pessoas, briga com a sogra e tréta com todo mundo que fala que ela está fazendo besteira. E está mesmo. Ela volta para Nápoles com ele e fica fugindo da Lila, que está procurando ela. Até não conseguir evitar mais, então Lila conta que colocou um detetive atrás dele e ele continua vivendo com a esposa. Lenu briga com ele, mas ele fala que “minha ex é louca, ela vai se matar se eu for embora. Ela sabe de tudo”. A Lenu aceita isso.
Metade da temporada é ela querendo ficar com o Nino e ele sendo um escroto, até ela encontrar ele transando com a babá de sua terceira filha recém nascida. A mãe de Lenu fica doente e morre, mas consegue aguentar até a neta nascer e consegue encaminhar todo mundo antes de morrer.
Enquanto isso, no bairro, Lila montou a própria empresa e conseguiu dominar os Solara. Michele, que era o cara, ficou tão obcecado por ela que perdeu tudo e está “pegando” o Alfonso, que se passa pela Lila. Agora o Marcelo é o chefe da parada, mas eles estão contidos.
Finalmente Lenu deixa o Nino, entrega um livro novo, onde ela conta um pouco da história do bairro e isso a coloca como um alvo. Ela se reaproxima de Lila e elas começam a morar no mesmo prédio. Lila também tem uma filhinha chamada Tina e ela é criada junto com Imma, a filha da Lenu.
Então acontece a coisa que dá nome a esse quarto livro, uma das meninas desaparece. E esse mistério coloca em risco a amizade das duas, além de outros problemas familiares envolvendo as duas filhas de Lenu. Não vou falar exatamente do final da série, mesmo que eu já tenha dado meia temporada de spoilers.
O que eu achei de A Amiga Genial?
Essa série é fantástica e a gente não sabe se ela é autobiográfica ou não, porque a Elena Ferrante é uma autora que pode ser ou não um pseudônimo e ninguém sabe quem é a autora. E como a personagem se chama Elena e escreve histórias autobiográficas sobre o próprio bairro e sofre as consequências disso, então uma coisa leva a outra e pode ser que ela seja ela mesmo. Você entendeu. E o que eu mais gosto da série é justamente algo que me indica que pode ser uma história biográfica: “nem tudo se conecta”. Nem tudo tem explicação, nem todas as promessas se cumprem. Quem parece que vai ser vilão desaparece, ou morre de repente. Amigos se corrompem. E mais importante, a série não dá respostas de algumas coisas.
Pessoas desaparecem e ficam desaparecidas. Deveria ser normal em histórias contadas em primeira pessoa, porque nem todas as histórias que começam perto da gente, terminam perto da gente. Elas se desdobram para outros cantos do mundo e a gente nunca sabe como acaba. Só sabemos como essas coisas afetam as pessoas que estão perto de nós.
Outra coisa que faz dessa história muito real (pode ser porque é real mesmo ou porque é muito bem escrito) é que as pessoas são muito complexas. Tem muita gente que vive brigando e discutindo, mas que, de formas sutis, mostram que se importam. Tem tretas de família muito malucas, com gente que parece ruim, você sabe que é muito bandido, mas que vai levar sua mãe no hospital porque está por ali e é alguém que respeita mães. Gente boa que faz cagada. Gente ruim que ajuda de vez em quando. E é isso que faz dessa série tão boa, a complexidade dos personagens.
Então é isso. Série maravilhosa. Recomendo demais. Está no Prime Video (procure por Briliant Friend).
Mas e você, já teve uma grande amiga que era também uma rival?
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Um abraço.
E tchau.
