Cyberpunk: Edgerunners – resenha

Salve, salves, seres humanos da terra.
Hoje é dia de resenha e eu quero falar de um dos grandes desenhos animados, talvez anime, da atualidade. Pelo menos na minha opinião. Então vamos nessa com Cyberpunk: Edgerunners.

Cyberpunk é um subgênero da ficção científica iniciado lá com Neuromancer. Dá pra dizer que o lema que explica o gênero é high-tech, low-life. São mundos onde a tecnologia alcançou patamares incríveis, mas o capitalismo seguiu colonizando tudo. Então você pode plugar seu cérebro na Matrix, fazer implantes cibernéricos, cirurgias malucas e tudo o mais, mas a vida continua uma bosta. Todo mundo é pobre, o mundo é controlado por grandes corporações ultra-ricas. A cidade pobre é um lixo, todo mundo é viciado em alguma droga, gangues fazem baderna e tudo de ruim. Esse é o cenário. Além disso, com um bom foco na coisa do cyberespaço, por isso do cyber no nome.

Cyberpunk: Edgerunners

Cyberpunk Edgerunners

A série se passa no universo do jogo Cyperpunk 2077 e se eu entendi bem é um prequel (não joguei o jogo e não conheço nem os personagens). A série narra a história de David, um garoto meio pobre que estuda em uma escola de rico porque a mãe gasta uma grana forte pra isso. A mãe morre e ele se vê desamparado, mas ela meio que aproveitou seu trabalho de enfermeira e roubou um implante cibernético de nível militar que ela tirou de um cyberfreak (gente que enlouquece por ter implantes demais).

Todo fodido da vida, ele implanta esse implante militar, o Sandevistan, que permite que ele pare o tempo e se mova super rápido. Não era para ele aguentar usar muitas vezes, mas ele aguenta mesmo assim. Então ele conhece Lucy que é uma hacker (trilha-redes) e acaba entrando no grupo de mercenários dela. Esse grupo de mercenários faz várias missões. Muita coisa acontece, David vai ganhando moral com o grupo e se relacionando com a Lucy. Então várias tretas acontecem até que Manny (o líder do time) também enlouquece por ser um locu com implantes demais.

Lucy se afasta e David vai virando líder, cada vez mais forte e cada vez com mais implantes. E isso se encaminha para que ele enlouqueça também, mas algumas reviravoltas acontecem e ele precisa aguentar até poder salvar a Lucy uma última vez.

E sim, eles estão sendo usados numa guerra entre duas super empresas.

O que eu achei de Cyberpunk: Edgerunners?

Que desenho maneiro! Arte bonita. Boa movimentação. Muita sanguinolência. Elementos de narrativa inseridos desde o começo vão sendo usados no final. Muito maneiro mesmo. Claro que tem um tanto de massavéio, umas cenas de ação e um excesso de sangue que é pra chocar mesmo, mas a coisa é bem feita. Toda essa adultisse tem motivo, lidar com tanto sangue, drogas e matar gente com tanta facilidade é o que vai desumanizando os personagens. Mas eles ainda se sacrificam para salvar a amiga, porque mesmo sendo totalmente instrumentalizados, eles ainda são mais humanos do que as megacorporações do mal.

Ah sim, designs de personagem muito maneiros. A Kiwi e a Rebecca são maneiras demais. Pena que elas têm menos destaque. A Lucy eu não gosto tanto, porque ela ficou muito perfeitinha, então não tem tanta graça.

Cyberpunk Edgerunners Rebecca, Kiwi e Lucy

Um problema é nas cenas de ação dos últimos episódios que os carros capotam sem amassar. Parece que eles são blocos maciços que saem quicando. É meio feio até.

Mas no geral a série é muito boa. Recomendo demais. Está na Netlfix.

Então é isso. Baita desenho doideira. Adorei.
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Um abraço.
E tchau.

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