Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de resenha e eu quero falar de um filme que está no hype, um monte de gente sem noção achou lindo, mas eu achei uma bosta. Então vamos nessa com Frankenstein do Guillermo Del Toro.

Frankenstein é um livro de Mary Shelley que, mesmo sendo uma clara obra de horror, também é considerado o primeiro romance de ficção científica da história. A história você já conhece: Um médico deprê, mas muito intenso em seus sonhos de levar a medicina a outro nível. Ele acaba criando uma criatura monstruosa com partes de corpos mortos. Ele fica horrorizado com a própria criação, a renega e solta o monstro no mundo. A criatura entende que toda a miséria é culpa do seu criador e começa uma jornada de vingança que leva os dois até o fim do mundo e à morte do médico.
É uma obra que já teve muitas versõe, adaptações e tudo o que tem direito. E agora nosso amigo Del’Toro foi fazer a versão dele para a Netflix. Para mim, deu errado.
Frankenstein do Del Toro:
Não vou contar a história inteira, então vou focar bem nas diferenças. Parece que quem escreveu o roteiro do filme leu em alguma rede social que “na verdade o Viktor Frankenstein que é o monstro”, achou a ideia genial e resolveu fazer um filme com o intuito de deixar essa ideia óbvia do começo ao fim. Muito óbvia mesmo!
Nesse novo filme, Viktor é um escroto desde o começo. Ele não é tímido, mas fica dando palestra mostrando tudo o que ele está fazendo para todo mundo ver (o que é idiota). Se não me engano, no livro Elizabeth é noiva do Viktor, enquanto no filme ela é cunhada. E no filme tem um tio que financia o projeto inteiro e acho que não tem no livro também.
E a principal diferença é que a criatura nunca sai matando todo mundo na maldade como no livro. O filme decide que o Monstro vai ser um pobre coitado digno de pena o tempo todo e toma todas as decisões para que quase todas as mortes dele sejam sem querer querendo. No livro ele tenta ser bom, dá errado e então ele decide se vingar. E além dele ser super forte, ele também é astuto e cruel. No fim ele entende que isso também não trás nenhuma alegria. No filme não tem a história da noiva, ele não é traído só por ser um monstro e mata bem pouca gente, fora os que morrem por acidentes.
Enfim eles se reencontram perto do polo norte e se perdoam. A criatura chama o Viktor de pai e tudo fica bem, enquanto eu fico com vontade de vomitar.
O que eu achei de Frankenstein?
Esse filme é o pior que a Netflix tem a oferecer. Um filme cheio de fórmulas prontas e tropes de roteiro, uma em cima da outra, tudo colado com cuspe e amarrado com arame. Tem cenas inteiras que parecem recortadas de outro filmes O flerte do Viktor com a Elizabeth é copiado de filmes de comédia romântica dos mais pobres que a gente já viu por aí. Até as cenas de ação simulam cenas filmes de super-heróis. Tudo para deixar o espectador mais preguiçoso confortável vendo o que já conhece.
O própria Oscar Isaac, que até é um bom ator, está super canastrão e eu fiquei com a impressão de que ele estava simulando o Coringa do Joaquim Phoenix;
Uma coisa que é uma merda nesse filme é que os personagens falam coisas que não aconteceram, que não foram mostradas em momento nenhum. Coisas até discrepantes. E todo mundo, quando está perto da morte, mete uma palestrinha enorme, contanto tudo o que o personagem estaria sentindo, em teoria, mas nada daquilo foi construído durante o filme. É o contrário do “show don’t tell”. É um tell, mesmo que tenha show o contrário.
Uns personagem nada a ver:
E temos a personagem da Elizabeth, que é uma personagem odiosa em sua concepção. Ela é um fetiche ambulante, como uma dream pixie girl. Olha como ela é diferente das outras garotas, ela usa roupas coloridas e não gosta de romance. Ela brinca com insetos e tem cabelinhos malucos. Daí tem essa construção dela no momento de flerte com o Viktor e depois nada disso é usado. Nada. Ela vira a personagem com “personalidade: mulher”, que vai ser doce e enxergar a pureza nos olhos da criatura. E quando ela morre, ela mete um discurso de de amor muito ruim com base em nada. Não basta a personagem feminina do filme ser a voz da mocidade, mas ela também tem que se apaixonar com alguém que ela conviveu por uns 5 minutos, no máximo. Nada com nada.

A relação da família do Viktor também é muito frágil. A mãe quase não tem falas. O irmão que era para ser algo importante, também só serve para ser semi-talaricado e morrer dando um discurso para explicar o filme: “Eu sempre tive medo de você (nunca mostrou). Você é o monstro”. Como eu já não tivesse entendido que ele é ruim
Só faltou o Viktor matar um cachorro sem motivo. Só assim para ficar mais óbvio que ele é um escroto.
Concluindo:
Mas chega. Já falei demais. O filme é uma repetição de conceitos sem fim, tudo de um jeito pobre e nada criativa. O filme do Frankenstein é um verdadeiro frankenstein: um filme com um monte de pedaços de outros filmes. Um monte de fórmulas que não se conversam entre si. Péssimo. Não recomendo.
Então é isso. Filme cansado demais. Achei paia.
Mas e você, o que acha?
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Um abraço.
E tchau.
