Homem com H, biografia do Ney Matogrosso – resenha

Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de resenha e eu quero falar de um filmaço. Então vamos nessa com Homem com H, a cinebiografia do Ney Matogrosso.

Homem com H é o nome de uma música do Ney Matogrosso e também dá nome ao filme que conta sua vida até agora, lembrando que nosso queridão ainda está vivo e fazendo shows, inclusive.

Homem com H

Homem com H:

O filme conta a história de Ney, mostrando desde sua infância, criado por um pai militar linha dura, que não queria que o filho fosse artista, porque ser artista é coisa de viado. Não só Ney foi artista, como também foi bem viado. Na verdade ele é bissexual, mas sempre gostou de homens, então é chamado de viado, você entende né. O pai briga com o filho até ele sair de casa. Então ele serve em uma das forças armadas (me parece aeronáutica, mas tanto faz, porque milico é tudo igual), onde ele tinha um amigo muito especial. Me parece que os dois sabiam que gastavam de homens, mas não têm abertura.

Depois o filme já vai para o lado artístico. Ney faz parte do coral, conhece um cara rico, mas é uma relação meio abusiva. Depois ele entra para o Secos e molhados. No secos e molhados ele já começa a se mostrar com maquiagens fortes, rebolado e performances estrambólicas que marcam o Ney. A coisa vai bem, até que tentam colocar ele para assinar um contrato que é meio abusivo, então Ney sai.

Depois disso ele começa a carreira solo e demora um pouco para pegar o jeito, mas logo engrena e volta a ser um grande sucesso. No meio disso, existem amores e muita pegação, inclusive com o Cazuza. O pai morre, que é um momento bastante emocional. A carreira é um sucesso estrondoso como sabemos e depois disso não têm mais grandes desafios no filme… do ponto de vista da música.

AIDS:

Mas aí vem a AIDS. A AIDS fez um regaço na saúde do Brasil, pegando especialmente na comunidade LGBTQIAPN+, que levou a fama e o maior impacto. E aí vem o clímax emocional do filme. Cazuza morreu de complicações da AIDS e isso é mostrado de um jeito muito bonito, com o Ney produzindo o último show dele. Mas daí temos a morte do namorado do Ney, que definha com a doença enquanto Ney segue com ele até o final. É a grande parte triste e sofrida do filme.

E o filme acaba cortando do ator que faz o Ney (Jesuíta Barbosa), para o próprio Ney nos dias de hoje, ainda fazendo um show.

O que eu achei de Homem com H?

Homem com H,

Esse filme é fantástico! A história é boa por si só, porque o Ney tem uma vida super interessante, mas ainda tem as limitações da realidade, então não dá para inventar muito a nível de roteiro. Então esse filme é um grande filme por conta de uma direção primorosa. Cortes bem feitos para os momentos musicais, bom uso de silêncios e cortes muito sagazes deixa o filme incrivelmente gostoso de assistir. O Jesuíta Barbosa está incrível no papel e deixa a coisa toda muito verossímil.

A morte do Cazuza é um exemplo desses, poderia ser vista como algo doído e sofrido (como foi no filme do Cazuza), mas daí o próprio Ney corta antes (com metalinguagem) e a história do Cazuza termina em seu último show. E existem outros exemplos maravilhosos, vários momentos lindos e muito bem dirigidos.

Então resumindo. Filme com atuações impecáveis, música boa e uma direção primorosa. São mais de duas horas de filme, mas não parece porque o ritmo é bom demais. Recomendo muito. Assista.

Homem com H está na Netflix.

Então é isso. Filmaço. Adorei.
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Um abraço.
E tchau.

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