Os Donos do Jogo – série brasileira – resenha

Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de resenha e eu quero falar de uma série brasileira da qual eu não esperava nada, mas que foi uma surpresa interessante. Então vamos nessa com Os Donos do Jogo.

Os Donos do Jogo:

Os Donos do Jogo

Os Donos do Jogo é uma série brasileira desse ano (2025) da Netflix. A série é uma história de crime, focado em famílias do jogo do bicho, da contravenção e de suas maracutaias para subir e se manter no poder. O protagonista é um cara chamado Profeta. Ele é líder do jogo do bicho lá de Campos dos Goitacazes, que é tipo ser da terceira divisão da contravenção. E ele está querendo vir para o Rio de Janeiro, para tomar controle de algumas áreas e até quem sabe entrar para a cúpula do jogo do bicho.

No Rio de Janeiro, estão acontecendo duas coisas importantes. 1) A família Guerra, uma das famílias importantes está passando o comando para um novato (na primeira divisão) chamado Búfalo. O pai da família está com Alzheimer e ele tem duas filhas. Uma delas (Suzane) está se casando com esse Búfalo que vai entrar para a cúpula, já que a cúpula só aceita homens. A outra filha, Mirna, tem seus próprios planos e é uma estrategista também, mas não pode fazer nada por não ter pinto. 2) Uma máfia estrangeira quer legalizar o jogo no Brasil para poder ganhar uma grana aqui, mas a galera do Bicho prefere que as coisas fiquem no crime mesmo, como sempre foram.

Plano de doido:

O Profeta tem um plano: roubar um caminhão de máquinas caça-níquel do Búfalo. Aproveitar o caos que esse roubo iria gerar para se aproximar do sistema e tomar os pontos de um dos caras do Búfalo. O plano dá um pouco errado, mas acaba dando certo e o Profeta fica com os pontos, mas trabalhando para o Búfalo. Enquanto isso, ele também se aproxima da Mirna e da Leila Fernandez (Juliana Paes).

Daí começam um monte de tretas. Pegação, planos malucos, sabotagem, roubo, todo mundo querendo saber o passado de todo mundo. Muitos assassinatos. Atentados diversos. E eu não vou contar muito mais do que isso.

O que eu achei de Os Donos do Jogo?

No geral achei uma série bem divertida. Interessante, com um roteiro bem bacana (tem um ou outro furo, mas dá para ignorar), com personagens legais. O bom é que o protagonista não é mocinho. Ele até fala que não quer matar gente inocente, mas mata gente para caramba também. Tem romance, mas não é o foco. Gosto de ver produções brasileiras que podem ser mais ousadas em mostrar tiroteios, assassinatos à sangue frio, crimes diversos.

Eu gostei muito dos diálogos dessa série. Normalmente quando tentam fazer algo mais criminoso, com palavrões e gírias, a coisa fica meio falsa. Aqui eu não achei tanto. Achei que os atores estão bem, no geral, e eles falam palavrões, mandam todo mundo tomar no cu e parece que funciona. O ator que faz o Profeta me pareceu meio fraquinho, mas de resto, no geral a galera manda bem. Com destaque para o Búfalo, que é um maluco completo, mas é um personagem que funciona muito bem com diálogos fantásticos como “Coé, rapá! Se eu quisesse mimimi comprava um gato gago.” e um singelo “Vá te tomar no cu, rapá!”.

As duas irmãs estão muito bem também. Mas o grande destaque da série, em termos de atuação, é o Chico Díaz, que faz o Galego, grande chefão do jogo do bicho. O cara é um monstro da atuação. Está demais.

Os irmãos:

Os Donos do Jogo

E para finalizar: Eu preciso falar do nosso querido Nelinho, o irmão, guarda-costas, operações especiais, faz-tudo, exército de um homem só, do Profeta. O cara é brabo demais. Fala pouco. Resolve o que tem que ser resolvido. É o personagem mais foda da série. Zica demais.

Gostei do Esqueleto também. Achei um personagem marrento e com uma história interessante. É um bandido que é gay, todo mundo meio que sabe, mas ele tenta esconder, tem uma relação complicada com o pai e tal. Pena que é meio merdeiro.

E outro ponto excelente da série é o papel das mulheres. Mesmo elas não exercendo papel de liderança nesse mundo de hominhos, todas são manipuladores, estrategistas e têm seus próprios planos.

Um breve spoiler para falar de uma cena problemática:

Vou dar um spoiler de uma coisa que não é do arco principal, mas eu preciso comentar.

Um ponto positivo da série é o arco de um personagem que parece um tanto deprimido todo o tempo e, como eu adivinhei, ele comete suicídio no final. Acho legal trazer esse tema de prestar atenção aos detalhes, às pessoas deprimidas em nossa volta. Ponto positivo. O ponto negativo, é que mostram como ele comete esse suicídio. Não é correto mostrar. O CFP (Conselho Federal de Psicologia) não recomenda que se mostre métodos. É uma cena que mesmo triste, é um tanto poética. E isso pode servir de gatilho para pessoas que já tem ideação suicida. Acho a cena um tanto problemática nesse sentido. Acho que faltou um alerta de gatilho no episódio também. Precisava comentar isso.

Concluindo:

Mas chega. Já escrevi demais. A série é legal. São 8 eps de 50 e poucos minutos. Recomendo. Assista.

A série já tem segunda temporada confirmada, só não tem data ainda (até onde eu sei).

Então é isso. Boa série com tiro, porrada e bomba. Gostei.
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Um abraço.
E tchau.

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