Sandman – resenha da segunda temporada

Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de resenha e eu quero falar da segunda temporada que eu mais enrolei para ver em todos os tempos. Então vamos nessa com Sandman.

Sandman

Sandman é um gibi dos anos 80, depois da Crise nas Infinitas Terras, e teve como objetivo dar uma arrumada na casa do que era o universo mágico e cósmico da DC. O gibi ganhou um ar de cult, porque o roteirista Neil Gaiman trouxe muitos elementos de magia moderna além de criar forças cósmicas novas, como os perpétuos, que são o coração de Sandman. O protagonista é o Sonho, um dos perpétuos, que é preso na Terra por 70 anos e depois precisa voltar para recriar o Sonhar e resolver as merdas que aconteceram.

Em 2022 começa a série e ela foi muito aclamada por ser muito fiel à essência do quadrinho, mas tirando algumas ligações com os quadrinhos de super-heróis da época. Já resenhei a primeira temporada aqui no site. E finalmente vi a segunda e a última.

Sandman: temporada 2

A segunda temporada começa com Estação das Brumas, um arco clássico, quando lembram o Sonho de que ele fez merda no passado. Há muito tempo atrás, uma rainha humana rejeitou nosso progonista cuzão. Então ele, com o orgulho ferido, condenou a alma dela ao inferno. Agora que ele percebeu a merda, ele decide que precisa ir ao Inferno libertar a rainha Nada. Chegando lá, esperando um grande confronto contra Lúcifer, Sonho se frustra, porque Lúcifer está fechando o inferno e mandando todo mundo embora.

O anjo caído dá a chave do Inferno para Sonho e começa uma grande dúvida e uma enorme disputa sobre quem deve tomar conta do inferno. Então é um bom momento para vermos vários Deuses e entidades cósmicas da DC, como Lordes da Ordem e do Caos. Enquanto isso, os Mortos estão reaparecendo na Terra (porque o Inferno fechou) e a Morte precisa resolver essa parada. E ainda tem o mistério de onde foi parar a alma de Nada.

Busca por Destruição:

Depois temos o arco da busca. Delirium decide que quer encontrar o irmão, Destruição e Sonho acaba indo junto. Acontecem várias paradas e eles precisam de um oráculo, que acaba sendo Orfeus, filho de Sonho com uma musa. Orfeus tem a dádiva da vida eterna e só Sonho pode matá-lo. E é isso que ele quer. Então, para encontrar Destruição, ele precisa aceitar matar o filho.

Isso vai desencadear uma série de eventos, porque para um Perpétuo é proibidíssimo derramar sangue da família. E agora Sonho está na mira das Bondosas, as mulheres que costuram o destino de todos.

A Morte do Sonho:

Esse é o arco final, quando Sonho deve morrer. Ele prepara seu filho Daniel (o único humano concebido no Sonhar) para substituí-lo, mas isso joga o bebê num caminho de morte e destruição. A parte humana dele morre e ele vira só uma entidade cósmica. Lyta Hall, a mãe (nos quadrinhos ela era uma super heroína chamada Fúria e casada com Hector Hall, o segundo Sandman), fica maluca e vira uma arma imparável das Bondosas, caminhando pelo Sonhar para destruir Sonho dos perpétuos.

No fim Sonho morre e Daniel vira o novo Sonho. Assim como nos quadrinhos que são mais velhos do que eu. Então não é spoiler. Todo mundo deveria saber que isso ia acontecer.

E daí a série acaba com um especial da Morte que eu vou resenhar separado. E fim.

O que eu achei de Sandman 2?

A série continua muito boa. É uma produção muito bonita, com ótimas atuações, um bom roteiro com diálogos bem escritos e tal. Então é uma boa série que terminou bem, especialmente para quem não leu os quadrinhos e não sabe o que está pegando.

O que está pegando é que o Neil Gaiman, roteirista dos quadrinhos e que estava envolvido com a série, foi acusado de uma série de crimes malucos, tipo abuso sexual, tráfico de pessoas, canibalismo, muita coisa maluca mesmo. Então eu fiquei com a sensação de que correram com a segunda temporada para se livrarem logo desse pepino.

Então cortaram o arco do Cuco, que é um arco que mostra bem o Sonhar funcionando no seu normal. Faltou um pouco mais de episódios com histórias soltas, que é algo super importante no universo de Sandman.

Das adaptações, tiraram a Tessaliana, que é uma bruxa poderosa que aparece no arco do Cuco e depois acaba enfrentando o Sonho (e dando uns pega nele depois). Mas acho que é uma adaptação que funcionou bem.

Para mim, as perdas são as histórias soltas. O arco do Cuco, perde uma personagem trans muito importante (lembrando que estamos falando de um quadrinho dos anos 80), mas colocaram uma personagem trans no arco da Busca pelo Destruuição para compensar. E tem, nos quadrinhos todo um caminho da loucura da Lyta Hall (inclusive o nome dela é Hipolyta Hall, ela tem uma ligação com a Mulher Maravilha) até ela ficar boladona. Na série me parece meio rápido. Fora que na série ela fica com uma roupinha preta sem graaaaça.

No geral acho que falta cor na série. É daquelas séries que parecem ter vergonha de ser de quadrinhos. Mas é boa mesmo assim.

Então é isso. Série boa, mas com final corrido.
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Um abraço.
E tchau.

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