Spotlight – um filme sobre jornalismo e pedofilia na Igreja Católica – resenha

Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de resenha e eu quero falar de um filme bastante interessante, que ganhou Oscar de melhor filme (e mais outros, claro), mas eu vivia enrolando para assistir. Então vamos nessa com Spotlight.

Spotlight

Spotlight é o nome de um grupo especializado em matérias investigativas de fôlego dentro do jornal The Boston Globe, de Boston. Então é um jornal que lança suas matérias normais, cidades, polícia, coisas do tipo, mas tem esse time especial de jornalismo investigativo que pode trabalhar por muitas semanas em uma matéria que a gente chama de “reportagem de fôlego”. A equipe é tão especial que tem um Hulk (Mark Rufalo) e um Batman (Michael Keaton) nela.

Quando um novo editor chega, está acontecendo um julgamento de um caso de pedofilia na igreja católica, que está prestes a ser abafado e tal. Então esse novo editor coloca a equipe Spotlight para trabalhar nisso. O ponto da matéria é: “O Cardeal sabia?”. Para isso eles precisam de uns documentos que estão em sigilo e eles pensam em abrir um processo para conseguir esses documentos. Processar a igreja católica? Pois é.

Investigação vai, investigação vem e eles descobrem que existem muito mais casos do que eles achavam. Eles conversam com um grupo organizado de vítimas, com um advogado das ações e também com um especialista que conta altos podres de dentro da Igreja. De acordo com ele, o abuso sexual e o desvio, abusar de crianças algo que faz parte do pensamento do sacerdócio. O desvio não é um desvio. É a regra.

Mas houve um erro:

E o mais interessante do filme, a meu ver, é que muitas dessas pessoas já tinham mandado documentos e provas para o jornal, mas a matéria nunca saiu com destaque. Saiu alguma coisa apenas como uma nota. O jornal falhou. Eles souberam antes, mas erraram de não vasculhar. E daí eles fazem a mea-culpa também, especialmente o Michael Keaton, que era um editor de Cidades na época.

Lembrando que essa história é baseada em uma história real, em uma investigação e em uma matéria reais. Em abusos reais de uma igreja católica real. Foi um escândalo. Esses jornalistas foram muito importantes para revelar abusos sistemáticos no seio da Igreja Católica. Mas quando o filme sai com esse erro deles, isso é entender a própria responsabilidade e os próprios erros.

O que eu achei de Spotlight?

Esse filme é fantástico! Eu adoro filmes sobre jornalismo bem feito, investigação e o fazer jornalístico que é sim, bem feito, quando a galera tem grana para fazer. Acho lindo ver a galera tendo a audácia de ir para cima, fazer as perguntas que precisam ser feitas e pressionando quem precisa ser pressionado. Ele me lembra o mesmo feeling que eu tive assistindo ao clássico Todos os Homens do Presidente.

E o filme é tecnicamente impecável. Bonito, com boa fotografia, bom ritmo, atuações excelentes. Trilha sonora legalzinha. Bem feito demais. É bom ver um filme bem feito ganhando o Oscar.

Então é isso. Filmão. Adorei assistir. E recomendo. Está na Netflix.
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Um abraço.
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