Todos Menos Você – A comédia romântica mais deprimente de todas – resenha

Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de resenha e eu quero falar de 2 horas perdidas que não voltam mais. Então vamos nessa com o horroroso Todos Menos Você.

Todos Menos Você

Todos Menos Você é uma comédia romântica sem romance e sem comédia do ano de 2023. A sinopse é a seguinte: Bea e Ben se odeiam, mas vão para um casamento na Austrália (a irmã dela vai casar com uma grande amiga de Ben). Por um motivo idiota eles vão fingir que são um casal e é óbvio que eles vão se apaixonar… Só que eles já são apaixonados, porque o filme é imbecil.

A história é que eles se conhecem por um acaso (bem clichê de comédia romântica mesmo) e ela vai pra casa dele. Eles dormem juntos (sem transar, porque o filme mostra pênis, mas é moralista), mas pela manhã ela simplesmente foge da casa dele. Nem mesmo ela entende porque (nem eu) fugiu, porque ela gostou do cara. Daí ela volta e ouve o cara falando mal dela para um amigo (com razão, porque ela quem fugiu). E é por isso que eles odeiam. Um motivo imbecil.

Daí passa tempo, as meninas vão se casar, os dois dão convidados e vão para a Austrália. Eles se odeiam, brigam e arriscam atrapalhar o casamento. Então começam a tentar juntar eles. Eles percebem e decidem fingir ficar juntos. Isso porque os pais da Bea trouxeram o ex-noivo dela e ela quer se livrar dele. E o Ben quer fazer ciúmes numa ex-namorada que está lá também. Obviamente eles se re-apaixonam enquanto fingem. E você sabe o resto.

O que eu ache dessa boata de Todos Menos Você?

Esse é o pior comédia romântica que eu já vi. E olha que eu tenho visto coisas horrorosas recentemente. Mas nesses outros filmes pelo menos coisas acontecem, os personagens cometem uns crimes, destroem a vida dos outros, sei lá, tem coisa. Mas em Todos Menos Você… Nada acontece.

O grande problema desse filme é que os personagens não têm personalidade. Um ou outro tem um único traço de personalidade, mas os protagonistas nem isso tem. O Ben é um homem que tem um emprego x (deve ser investidor, sei lá) é bem sucedido maromba… Só. Ele não tem defeitos, não tem sonhos, não tem hobbies, nada. Nada. Ele é um homem com personalidade: “homem”. E nem é muito também, não é uma crítica aos homens e nem um elogio. Na verdade, se você trocasse o personagem por um Aécio de papelão, o filme continuava o mesmo.

A Bea é demente, não tem porque ela ter fugido da casa do cara. Isso poderia ter trazido uma discussão sobre falta de confiança, mas não é explorado o suficiente. Na verdade ela é bem descolada até. Ela tem um segredo que é ter abandonada a faculdade de Direito. Uau! E para fazer o que? Ninguém sabe. Ela não tem um hobbie, um gosto, não faz arte, não cita interesse em nenhuma outra área. Ela só não quer fazer direito e não usaram isso pra construir um pingo de personalidade para a personagem. A Bea consegue ter menos personalidade do que as personagens que tem personalidade: “muito leitoras”.

Tem um momento que deveria ser tocante, mas é só patético, onde eles falam “ó, somos dois fodidos”. E eles são as pessoas menos fodidas do mundo. Eles são brancos, ricos, beleza-padrão, sem nenhum problema psicológico nem nada.

Ninguém tem defeitos:

E esse é o grande problema do filme: nenhum personagem tem nenhum problema de verdade. As partes que vão humanizar os personagens são ridículas. O Ben nada mal, mas o grande defeito dele é (pasme) se ACHAR um boy lixo. E a Bea tem o defeito de “troquei de curso na faculdade”, não sei o que vou fazer porque não tenho gostos.

Os outros personagens são irrelevantes, tirando talvez os pais da Bea, que ficam insistindo que ela fique com o ex-noivo. É chato, mas eles nem são muito chatos. E não sai nenhuma piada disso.

Por falar em piadas: não tem muito. Eu ri duas vezes durante todo o filme. Nenhuma das vezes foi por conta dos protagonistas.

Tecnicamente também é ruim:

A trilha sonora é um horror. Quase todas as cenas tem uma música alta tocando, como se o filme fosse uma colagem de videoclips. Quando não é isso, é pior, entra uma bateria de jazz maluco tentando te fazer entender que a cena é uma doideira de acontecimentos. E nem é, geralmente são cenas longas pra entregar uma única unidade de piada ruim.

E para amarrar toda essa burrice, vêm os diálogos que são medonhos. Os personagens ficam palavreando palavras que não constroem nada. Tudo que eu falei sobre os personagens não terem personalidade podia ser resolvido fácil pelos diálogos.

Se tem uma coisa boa nesse filme são as paisagens. Tem muita cena de drone filmando as paisagens que são bonitas. Só isso mesmo. Na verdade esse filme podia ser um email: “Veja as fotos da viagem.exe”;

Não é nem memoravelmente ruim:

É um filme sem alma, sem graça e sem vida. Não tem nem conteúdo pra ficar absurdado como clássicos da ruindade como Noiva em Fuga, O Casamento do meu melhor amigo e outros. Não tem nada. É só triste e tedioso mesmo.

O filme é produzido pela Sidney Sweeney, que também é a protagonista. Eu acho que esse filme só existe porque ela queria ir para a Austrália e arrumou algum estúdio pra pagar a conta. Só pode.

Então é isso. Filme ruim demais. Não recomendo nem pros meus inimigos. Não vou nem falar onde está.
Mas e você, qual o filme mais burro que você já viu?
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Um abraço.
E tchau.

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