Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de falar de livro e eu preciso continuar resenhando a tenebrosa série de Harry Potter que está acabando. Graças a deus. Então depois de um ano inteiro eu terminei Harry Potter e o Enigma do Príncipe. E vamos nessa.
Harry Potter 6:

Esse livro é um interlúdio entre a volta do Voldemort e a batalha final que vai acontecer no sétimo livro. Então ele acaba sendo meio morno. O livro devia construir um clima de tensão, mas não funciona muito bem.
No final do livro 4 o Valdemar Voldemort volta à vida. No quinto livro pouca gente acredita que ele voltou e a coisa toda tem um tom de uma guerra secreta, enquanto a maioria do povo sequer acredita que existe um inimigo. Termina com uma batalha podre no Ministério da Magia, quando o Sirius Black morre.
Agora todo mundo sabe que Valdemort voltou, a escola está mais protegida do que nunca, mas ainda tem um clima de tensão.
O livro tem três frentes: 1) Alguém está atacando Hogwarts, Uma aluna pega um item amaldiçoado e passa mal, coisas assim vão acontecendo. E o Harry acha que é o Malfoy e fica perseguindo ele, sem sucesso, o livro inteiro. 2) Dumbledore começa a fazer umas aulinhas especiais com o Harry Potter. São aulas de viajar nas memórias do Voldemort e ele vai começar a falar das Horcruxes, que são uns itens mágicos que o Valdemário fez para dividir sua alma e ser quase imortal; e 3) O Harry vai fazer aula de poções e pega um livro usado. Esse livro tem anotações de alguém chamado Príncipe Mestiço (daí o enigma do Príncipe) que manja muito de poções. Harry copia as coisas do livro e começa a parecer que ele é fodão. No fim o livro era do Snape.
No fim do livro, Harry vai atrás de uma Horcrux com o Dumbledore. Na volta eles são atacados pelo Malfoy, que não consegue fazer nada. Snape mata o Dumbledore. Rola uma lutinha bunda. Harry segue o Snape e é derrotado por ele que revela ser ele mesmo o Príncipe Mestiço.
Agora Dumbledore está morto. A escola está quase fechando e está na hora de sair na porrada com o Valdemort. Tudo isso para a guera do próximo do livro.
O que eu achei desse sexto livro de Harry Potter?
Continuo achando um livro muito ruinzinho. Ele vai usar elementos narrativos clássicos que funcionam (não são clássicos atoa), mas falha miseravelmente numa construção de mundo capenga e mal feita.
O livro é chato e cansado como os outros, mas o que mais me irritou, que comprova/reforça a capenguice do sistema de magia desse mundo (e da burrice do Potter) é o tal do Sectumsempra. Eu vou explicar.
Lá no começo, as magias parecem ser formadas por uma mistura de fala e gesto. Lá na época do Wingardium Leviosa, a coisa funciona assim: “Para fazer essa magia, faça esse movimento com a pata mão e fale a palavra no tom certo”. Tipo isso. A de algumas pessoas funcionava melhor, outras pior. Porque? Sei lá. Talento? Se é talento é um sistema fraco que vai permitir que alguém seja mais forte sem motivo nenhum.
Depois, tem o Patrono. Daí no Patrono já as coisas já começam a ser mais sobre disciplina mental. Você precisa se concentrar em alguma coisa que te faça feliz, alguma coisa assim. Então agora a magia é muito mais uma disciplina mental (eu prefiro assim). Daí tem uma coisa de legilemência e tal. Você pode dizer que isso é normal, que no começo eles ensinam o básico, e só depois as magias que exigem capacidade mental. Ok. Mas em algum momento em seis livros mostra os alunos sendo ensinados nessa linha? Não. Não tem uma aula de visualização, composição, meditação… nada!
Tem o tal de expeliarmus, que devia ser uma magia de desarmar, mas as vezes quem taca é meio forte, as outras saem voando. Então na prática essa magia é um Hadouken de energia. Me irrita que nenhum bruxo pensou em amarrar a varinha no pulso com uma cordinha.
Tem as maldições imperdoáveis, que é só saber as palavras para lançar, mas o Olho Tonto fala que “Vocês poderiam lançar em mim que não ia funcionar, porque eu sou pica e sei lá o quê…”. Então tem uma variável de nível aí que não se explica. Roteirismo que chama.
Mas daí vem esse livro e me coloca uma magia escrita num caderno. Nosso amigo jumento, Harry Potter, lê essa magia e pensa “daora, não sei o que faz, mas deve ser massa”. Se ele não sabe o que faz, significa que só está escrito o nome da magia (ou a palavra que tem que falar) e no máximo uma descrição do movimento de mão. Harry acha massa e acaba usando esse feitiço contra o Malfoy sem saber o que ele faz. Ou seja, não tem disciplina mental nenhuma! Não tem nada, se você decorar uma palavra ela pode ser um feitiço sem você saber o que é. Não é magia como uma expressão da vontade. É só falar e balançar a varinha. Nesse universo imbecil, se você falar latim enquanto balança a varinha, você pode descobrir feitiços. Olha que bosta.
De resto é o mesmo problema de sempre. Personagens insossos. Adultos burros. Quadribol (que nojo!). Gina se tornando uma fodona do nada. Harry sendo burro. E gincanas malucas.
Muito ruim. Um dia aí eu pego o último livro para ler. Ano que vem eu volto aqui.
Mas e você, o que acha?
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Um abraço.
E tchau.
