Corrida Maluca (hq) – finalmente li esse treco – resenha

Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de falar de quadrinhos, que está cada vez mais raro aqui no site, mas eu preciso falar desse quadrinho que eu encontrei no sebo e finalmente li. Então vamos nessa com Corrida Maluca.

Corrida Maluca

Essa tragédia aconteceu em 2016. Alguém achou uma boa ideia fazer gibis dos desenhos da Hanna Barbera pela DC Comics, já que é tudo da Warner. Fazer gibi desses personagens não é uma má ideia, mas quiseram fazer tudo (quase tudo) muito adulto. E meu deus! É tudo tão esquisito (não vou dizer ruim porque eu não li a maioria).

Na época eu li as edições #1 de algumas dessas coisas. E agora, finalmente achei esse acidente de carros no sebo, tive que comprar, tive que ler e tenho que cometer esse post agora. Corrida Maluca. Eu vou considerar que você sabe o que é o desenho Corrida Maluca e não vou explicar.

Corrida Maluca:

Corrida Maluca

Essa hq de 6 edições (aqui no brasa saiu em um encadernadinho) se passa em um mundo pós-apocalíptico. O mundo foi para o saco e não é explicado exatamente o que houve. Existem monstros gigantes geneticamente modificados, tsunamis, naninas devoradores de carne e todo o tipo de desgraça.

No meio desse mundo de caos, algumas pessoas que estavam prestes a morrer (todos muito badass e psicopatas) são abduzidos por uma voz divina de alguém chamada de A Locutora. Essa voz diz, “Estou reunindo um monte de corredores malucos para uma série de corridas. Quem ganhar vai ser levado para o paraíso, um lugar chamado Utopia.” A pessoa topa para não morrer e a Locutora traz a pessoa de volta e ainda dá uma vida de IA para o carro da pessoa… e armas também.

A gente vê isso no flashback da Penélope Charmosa logo no começo, mas depois aparece de alguns outros, então parece que é isso que aconteceu com todos. Enquanto isso vemos corridas nesse mundo perigosíssimo, onde tudo quer matar os pilotos, mas tem um detalhes, eles precisam manter os outros vivos, mesmo que sejam concorrentes. Então esse grupo de psicopatas para entre uma corrida e outra em bares com mutantes, e todo o tipo de coisa.

Penélope Charmosa, Dick Vigarista, Tio Tomás e o Barão Vermelho têm esse flashback mostrado.

O Açougue:

Em vários corpos de mutantes durante a história, o grupo encontra um logotipo de um machado em uma cadeia de DNA. Eles começam a suspeitar que os mutantes foram feitos em algum laboratório. E daí alguns flashbacks começam a mostrar esse laboratório.

A Quadrilha de Morte são um monte de clones. Os Irmãos Rocha são neandertais descongelados (como eles dirigem um carro eu não sei). Mutlei é parte de um experimento de animais super inteligentes. Essas coisas todas fugiram do laboratório em algum momento.

Ao descobrir isso, eles vão para o local onde fica o tal do Açougue. E chegando lá, eles precisam de uma senha para entrar e um deles, o Professor Aéreo entra. O piloto que é um cientista maluco tem a chave da laboratório maluco… que surpresa!

Conclusão:

Em resumo a história é a seguinte: Esse laboratório era o laboratório do mal definitivo. Eles faziam clonagem, animais inteligentes, descongelamento, nanitas, controle do clima e tudo o mais. Os dois cientistas eram o Professor Aéreo e a esposa dele. A esposa morre na fuga que eu falei acima, e o Professor Aereo preserva o cérebro dela ligado ao computador. Daí ela que já era uma cientista louca, agora controla toda a ciência maluca com os poderes da sua mente. Daí ela destrói o mundo.

E aí, o Professor que dá a ela a ideia de criar os corredores para que ele tivesse um grupo de super malucos. Não é dito, mas eu imagino que precisariam ser corredores, ser uma corrida, para justificar os super carros.

Porque aí a série fecha com chave de merda, com os carros dos corredores malucos se unindo em um megazord para trocar tiro com um cérebro gigante do mal. É assim que acaba Corrida Maluca.

Na verdade depois da briga, o Professor Aereo some (todo mundo queria matar ele) e reaparece no último quadro com o cérebro da esposa colado na nuca. Como se alguém quisesse ler uma continuação desse treco.

O que eu achei de Corrida Maluca?

Corrida Maluca Dick Vigarista

Ruim demais. Os personagens não tem nada a ver com nada e eu nem sou purista. Eles tem a personalidade de gente badass forçada, eles batem e são todos fodões e se ameaçam de morte o tempo todo. Parece uma coisa escrita para chocar mesmo, sabe? É tão adulto quanto um bebê com uma jaqueta de couro.

Alguns personagens ganham destaque, como a Penélope que tem dois flashbacks e o Barão Vermelho que tem até um antigo rival voltando à tona. Enquanto isso, outros personagens não tem sequer um flashback ou explicação. Ruffus, o Lenhador e sua amiga maluca (trocaram o esquilo por uma mulher com garras); o Cupê mal assombrado é um Jason e um maluco gótico pintado de verde. O Peter Perfeito é só um cara. E o Carro Tanque também não tem flashback, mas tem uma soldado trans.

O traço é muito carregador, e todo mundo veste roupa escura (tirando a Penélope que é a Power Ranger rosa), então na maior parte das cenas de ação você não sabe quem está fazendo o quê e muito menos quem está falando, porque todo mundo fala, além dos carros que ficam falando também.

O final é horroroso. E tudo é muito ruim, tanto que eu cansei de falar. Mas também não tem muita coisa.

Esse gibi é uma aula de como NÃO fazer um gibi adulto e de como NÃO fazer uma adaptação. Não tem carisma. Não tem graça. Nem nexo. Nada de nada. Ruim demais.

Ah sim, no final tem ilustrações dos carros, mas não dos persongens. Acho que ia deixar claro que muitos são totalmente desinspirados. Triste.

Corrida Maluca Penélope Charmosa

Então é isso. Quadrinho horroroso.
Mas e você, teve curiosidade de ler esse treco?
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Um abraço.
E tchau.


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