Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de falar de quadrinhos e eu quero falar para vocês de uma história de dor, perda e arrependimento. Então vamos nessa com Homem Borracha do Kyle Baker.

Estava eu andando em um shopping com minha companheira, quando vi uma daquelas banquinhas que vendem livros e quadrinhos baratos, editora de pátio de shopping. Tinham vários encadernados da DC e me chamou a atenção um do Homem Borracha, um personagem dos anos 40, meio ridículo, meio esquecido, mas chegou a fazer parte da Liga da Justiça na fase do Grant Morrison. Eu sabia que a quadrinista brasileira Adriana Melo (nunca sei se tem um L ou 2) tinha desenhado uma revista do Homem Borracha. Olhei se aquele encadernado tinha histórias dela, não tinha, não comprei e deixei para lá. Depois eu acabei baixando essa hq e ela é maravilhosa. Devia ter comprado e aí vem o arrependimento.
Ah sim, ele também é ganhador de vários prêmios Eisner e Harvey.
Homem Borracha – edição Emborrachada de luxo:
Homem Borracha é escrito e desenhado por Kyle Baker.
Essa hq é um surto completo. Ela tem um desenho que é bem no estilo cartoon, mas um cartoon meio feio e bizarro de desenhos como Du, Dudu e Edu, ou até mesmo catdog. A diferença é que aqui o humor é bom e bem escrito, mesmo trabalhando quase integralmente com elementos de nonsense e babaquice da boa. Eles até mesmo trouxeram o Bolão, que era um sidekick que o personagem tinha lá nos anos 40.
Para você ter ideia do tipo de humor, a primeira cena do quadrinho são dois criminosos falando de seus crimes enquanto o Homem Borracha está disfarçado de mesa. Mas daí um dos criminosos derruba pimenta sobre a mesa e nosso herói começa a querer espirrar.
O Homem Borracha está trabalhando para o FBI (à pedido do Batman), mas acontece um assassinato e deixam a carteira de identidade do Eel O’Brian, que era a identidade civil do Homem Borracha. Então ele começa a ser investigado por ele mesmo e por uma agente fodona que aparece para ajudar, uma tal de Morgan.
Muitas reviravoltas depois, ele acaba ficando junto com essa Morgan. E em uma outra aventura, nosso herói enfrenta um casal de vampiros e acaba adotando a filha adolescente deles. Isso faz com que agora o Homem Borracha, um dos maiores molóides imaturos dos quadrinhos, agora seja um pai de família.
Alguém está zoando a cronologia:
Além disso têm histórias com viagem no tempo e universos paralelos, onde o Kyle zoa o conceito de cronologia nos quadrinhos. Isso a partir do fato de que o Homem Borracha já tinha uma família nos quadrinhos dele lá na Police Comics. E daí aparece o Abraham Lincoln fora do tempo e a realidade começa a ser alterada. É uma doideira.



Depois dessa, temos outras histórias bobinhas. Uma com Lex Luthor presidente e pessoas trocando de corpos com animais. Uma caça a uma menininha que faz pirataria; o Homem Borracha ajudando Bolão num encontro. E até mesmo uma história dele tentando pegar um rato no melhor estilo Tom e Jerry.
Arco final muito adulto:
E por fim, vamos para o arco final que é uma zona. Um adolescente ganha poderes, a Edwina (a filha adotiva) começa a querer sair com ele, porque seu pai adotivo não gosta. Depois de várias reviravoltas um monte de gente é morta e o Homem Borracha decide usar o poço de lázaro para ressuscitar todo mundo. Mas daí ele vai ter que tretar com Ra’s Al Ghul, o vilãozão do Batman. Enquanto isso, Edwina e Morgan ser tornam o Espectro.
E finalmente vem a última edição que é muito séria e adulta. Chega a aparecer a Mulher Maravilha com uma espada cortando a galera. E o Superman e o Batman para sair na porrada, o Batman com uma luvona de kryptonita porque isso é muito adulto. Tem piadas muito boas.
E daí acaba.
O que eu achei de Homem Borracha?
Esse gibi é uma delícia de ler. É uma bobajada sem tamanho e é tão bem escrito e desenhado de uma forma tão insana. É uma delícia de ler.
Eu gosto do Homem Borracha na Liga e tudo, mas é isso, ele sempre foi o idiota. Nada mais justo do que fazer um gibi imbecilmente absurdo com ele. E a forma como o Kyle Baker desenha essa maluquice toda e coloca novos personagens para interagir com ele é muito boa.
Baita gibi bom, recomendo demais. Se achar por aí em um sebo ou uma banquinha, não pense duas vezes antes de comprar.
Então é isso. Gibi lindão. Adorei.
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Um abraço.
E tchau.
