Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de resenha e eu quero falar de um grande sucesso da Netflix. Então vamos nessa com O Eternauta.

Antes de ser uma série, O Eternauta é só a história em quadrinhos mais importante da Argentina. A hq começou a sair em 1957, escrita pelo Héctor Germán Oesterheld. A série em quadrinhos era semanal, com uma página e foi um sucesso estrondoso, porque todo mundo esperava muito pelas semanas seguintes. É um clássico dos clássicos. Eu não li a hq, só ouvi um podcast sobre. Então o que eu comentar sobre os quadrinhos pode estar um pouco errado. Enfim. Vamos falar da série.
O Eternauta:
O Eternauta conta a história do possível fim do mundo. A série começa com um dia normal na Argentina. Um grupo de amigos joga seu truco semanal no porão de um deles, quando acontece um apagão. Além do apagão começa a nevar e, olhando pela janela, elas veem gente morrendo. Quando um dos amigos sai, eles descobrem que a neve é mortal. Basta um toque na pele que a neve te mata.
Um dos homens, Juan Salvo (o protagonista viajante no tempo da hq), fica preocupado com a esposa e a filha. Então o grupo improvisa uma roupa totalmente coberta, com uma máscara para proteger o rosto. E ele sai nesse mundo durante-o-apocalipse para encontrar a mulher e a filha.
Daí é isso, tem um monte de gente morta e um monte de gente lutando para sobreviver e aí já sabemos que vai dar treta. Como é uma série baseada em quadrinhos com mais de 70 anos, então vou dar um tantinho de spoiler. Existe uma ameaça alienígena. Além de uma neve mortal, ainda aparecem uns insetos sinistros. E mais para frente, ainda existem pessoas perdendo a memória de forma misteriosa.
O hq é um clássico. E a série está bem, bem boa.
Sobre o quadrinho:
O quadrinho começa com o Juan Salvo do futuro, voltando no tempo e contando a história para um quadrinista que representa o próprio Oesterheld. Então vemos a história narrada por ele, sabendo que ele sobreviveu e que, em algum momento, ele ganhou esse poder de viagem no tempo. É o que justifica o nome Eternauta, como viajante da Eternidade, algo assim.
Na série, não tem nada disso. A gente já acompanha a história dos caras, sem esse começo que fala de viagem no tempo. O Juan Salvo na série (interpretado pelo Ricardo Dárin) tem alguns lampejos do passado (algo como um estresse pós-traumático), mas também não sabemos se é só isso, ou se algumas coisas que ele vê são o futuro. Não sei como vai ficar isso na série.
Então a série começa um pouco mais pé no chão. Mas já aviso que sim, tem ets.
O que eu achei de O Eternauta?
A série é muito, muito boa. Direção boa, boas atuações, ritmo legal e efeitos bem feitos também. O clima da série, focando nas lutas coletivas em vez de heróis individuais me parece certa também. Eu achei que a coisa na neve acabou muito rápido, achei que duraria mais, mas como eu disse, não li a hq.
O Darin está sempre bem. Mas ficam destaques também para o bigodudo que faz o Favalli e a esposa, Elena, a atriz está muito bem também.
E o final, insere a próxima ameaça, além de começar a falar um pouco mais sobre uma possível viagem o tempo. Acho que a série preferiu não enfiar a coisa de viagem no tempo logo de começo. Mas também não pode deixar tudo para o final, então deve entrar mais cedo. Eu acho.
Enfim. Série excelente! Só 6 episódios. Recomendo demais. Assista lá na Netflix.
Então é isso. Assista ao Eternauta.
Mas e você, o que acha?
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Um abraço.
E tchau
