Patrulha do Destino – primeiras histórias e a tragédia de um gibi que parou de vender

Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de falar de quadrinhos e eu quero falar das primeiras histórias da Patrulha do Destino, um grupo de super-heróis que é sempre tratado como clássico, teve seu tempo de boas vendas, mas ainda é lembrado como esquisitão demais. Hoje eu vou falar da primeira fase do grupo, especialmente porque a forma como essa fase acaba é fantástica.

My Greatest Adventure e o comecinho das coisas:

My Greatest Adventure era um dos muitos gibis da época que era um mix de histórias curtas e temáticas, provas de conceito. Então, na edição 80 (junho de 1963), surge a tal da Patrulha do Destino, um grupo de super freaks, com passados trágicos, reunidos como um grupo de super-herpois. Cliff Steel, um homem que sofreu um acidente e só o cérebro foi salvo num corpo de máquina: O Homem-Robô (já havia existido um personagem com esse nome nos anos 40); Larry Trainor, um piloto que sofreu um acidente com energia extraterrestre e se tornou um homem radioativo com uma entidade de energia vivendo no seu corpo: o Homem Negativo; e Rita Farr, uma atriz que foi exposta a gases misteriosos e se tornou uma Mulher Elástica: Elastigirl; Os três trabalham para uma figura misteriosa, um super-gênio da ciência preso a uma cadeira de rodas. Esse é conhecido apenas como O Chefe.

As histórias eram bem bobinhas,como quase tudo nos anos 60, mas fortes elementos de ficção científica e ciência de vanguarda. O primeiro vilão é um velinho chamado General Immortus, que parece ser imortal e controla vários sindicatos do crime com tecnologias fantásticas. Aparecem monstros do espaço, criaturas escondidas no centro da Terra. Todo tipo de maluquice de ficção científica, mas com heróis esquisitões.

O grupo faz tanto sucesso, que na edição 86, a revista My Greatest Adventure se torna a revista Doom Patrol (Patrulha do Destino). Então é uma revista com um nome novo, mas já começa com a edição #86.

Patrulha do Destino:

Então surge o gibi da Patrulha do Destino, já no número 86, já com a história rolando. Essa revista vai até o número 121, quando a Patrulha do Destino morre! Ops, dei spoiler. Essa é a fase áurea dos personagens, onde os principais vilões aparecem e muitos deles existem até hoje na DC. A Irmandade do Mal, com Monsier Mallah, um macaco francês super inteligente e seu amado Cérebro, também conta com Madame Rouge, uma metamorfa com dupla personalidade. O Homem Animal-Mineral-Vegetal, o Doutor 104, dentre outros.

Também temos a volta do Immortus, que obviamente não morreu. A revelação da história do Chief, que se chama Niles Caulder, como ele ficou paraplégico e seu passado com Immortus. Temos a introdução de novos personagens como o Mento, que acaba se casando com a Rita Farr. Temos ainda o surgimento do Rapaz Fera, que depois ficaria conhecido como Mutano (já resenhei aqui no site). Garguax, o alienígena também aparece.

E ainda temos um arco onde o Chefe tenta curar a Madame Rouge, isolando seu lado maligno. Isso dá certo por um tempo, mas depois ela volta do mal e bota do mal nisso. E aí temos a última história, que é bem interessante. Madame Rouge e General Zahl se unem e fazem um super plano para que eles caiam em uma armadilha.

O Fim:

A Patrulha do Destino chega numa ilha e são atacados por armas própria contra os poderes deles e ficam indefesos. Zahl diz que tem duas bombas, uma nessa ilha onde eles estão, e uma em uma ilhota onde moram 14 pescadores, mas que ele só vai explodir uma das duas. Então eles têm que decidir se são heroicos mesmo e estão dispostos a dar as vidas para salvar um punhado de pessoas. E essa decisão está sendo televisionada. Então a Patrulha, que é heroica de verdade, manda o vilão explodirem eles mesmos. E daí acontece uma grande explosão.

Meta ficção:

Então na última página, onde tem um quadro, com o roteirista e o desenhista do quadrinho dizendo que o destino da Patrulha do Destino só depende dos leitores. Se as vendas da revista não aumentarem eles vão morrer. E isso é dito depois no final da sessão de cartas também. Chantagem emocional, ou metalinguagem da boa? Não sei dizer. Mas eu posso dizer o que aconteceu. Saíram mais 3 edições com reprints de histórias anteriores, mas a revista foi cancelada depois do número 124. E a Patrulha do Destino morreu mesmo.

Próximos Capítulos:

A Patrulha morre em 1968 e só volta aparecer em 1977 na Showcase #94, quando surge uma nova Patrulha do Destino. Ela é formada por uma mulher que diz ser esposa do Niles Caulder (que nunca tinha sido citada), um cara chamado Tempest e a Val Vostok, que é a nova Mulher Negativa, mas depois vai ser do Checkmate. E eles fazem um Novo Homem-Robô, porque o Cliff não morre de jeito nenhum. Mas essa fase eu ainda vou ler e depois eu comento aqui. São 3 edições só. Depois eles ficam sumidos até a Crise.

Em algum momento no futuro, o Cliff, a Rita e o Niles também voltam à vida (vou continuar lendo para saber como). O Mento, marido da Rita, morre durante a Crise nas Infinitas Terras. E o Rapaz Fera entra para os Novos Titãs clássicos do Pérez, agora com nome de Mutano, e fez um baita sucesso.

Concluindo:

Muito doido uma equipe que surgiu e fez tanto sucesso que sequestrou a revista que fazia parte, mas depois foi cancelada por falta de vendas. Nem é tão incomum assim, mas a forma que os artistas deixaram isso claro no próprio roteiro é bem diferente. “Gente, compre esse gibi, pelo amor de deus. Vão cancelar. Vou matar todo mundo só de raiva”.

Vou seguir lendo tudo da Patrulha do Destino, porque essa é a minha vida agora. Outro dia eu volto..

Então é isso. Achei doido.
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Um abraço.
E tchau.

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