A teoria da bolsa de ficção, de Ursula K. Le Guin – indicação de leitura + PDF

Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de falar de literatura e eu quero falar mais do escrever do que do ler. Você sabe que eu sou escritor? Pois é, clique aqui para saber mais. E hoje eu quero falar do livro/texto A teoria da bolsa de ficção da Ursula K. Le Guin.

A teoria da bolsa de ficção, de Ursula K. Le Guin

A teoria da bolsa de ficção é um texto da Ursula K. Leguin de 1986. Eu soube desse texto, procurei para baixar, mas não achei completo. Então eu vi que tinha um livro na Amazon e comprei. Acabou que o texto é curtinho mesmo, e o livro é o texto, mas dois textos complementares de outras autoras comendando o texto principal. Ou seja, eu tinha achado o texto para baixar, mas não acreditei porque achei curtinho demais (achei que era só uma prévia). Fui burro.

Deixa eu falar do texto.

A teoria da bolsa de ficção:

Nesse texto, a autora confronta a forma super-conhecida e excessivamente replicada de história, a Jornada do Herói. Ela elabora a ideia de que: a história do caçador, que viaja para caçar o mamute com sua lança, é chamativa e cativante, mas que é minoritário na história da humanidade. O grosso da história da humanidade não é a história dos caçadores,mas sim dos coletores, que não usam lança, mas sim, uma bolsa. De acordo com ela, a história da humanidade avançou por conta dessa invenção milagrosa que permite que as pessoas carreguem coisas de um lugar para o outro: a bolsa, ou a sacola (acho que ela usa bag no original). É com a bolsa que se carrega a comida de volta para casa, mas também é com ela que se carrega coisas que não tem uma utilidade imediata. E nós, que trabalhamos com arte, sabemos que as coisas que carregam histórias nem sempre parecem úteis de uma forma tão direta. Então muitas das histórias que sobreviveram pelo tempo, são histórias carregadas em bolsas. Presentes que guardamos.

Então, com isso tudo (eu estou resumindo muito), a autora nos convida a pensar além da história da violência, da lança linear que só vai daqui para lá, da caçada, da matança; e também possamos pensar nas histórias que vêm numa bolsa.

O herói não cabe:

Acho fantástico que ela diz que nesse pensamento não cabe tanto a figura do herói. Porque o herói é grande demais (ou parece grande demais) para ficar dentro de uma sacola, junto com outros objetos tão mundanos. Esse trecho em particular abriu minha mente para como resolver uma história que estou escrevendo.

Talvez eu estivesse pensando em como transformar determinado personagem no herói da minha história mas percebi que ele não é assim. Preciso que ele não seja um herói para caber com os outros elementos que eu quero escrever também. Não posso falar muito mais do que isso.

Recomendo demais esse texto. O livro nem tanto, os outros textos são interessantes, mas são menores.

Se quiser ler o texto, vou deixar um botão aqui para download.

Se quiser o livro, que é bem bonito também. Compre pela Amazon clicando aqui que eu ganho um trocado.

A teoria da bolsa de ficção, de Ursula K. Le Guin

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