Mononoke: O Filme – Capítulo 3 – A Maldição da Serpente – resenha

Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de resenha e eu quero falar de um filme muito aguardado (por mim e mais umas 4 pessoas). Estou falando de Mononoke, o terceiro filme da saga do Ooku.

Mononoke: O Filme - Capítulo 3 - A Maldição da Serpente - resenha

Mononoke é um anime de 2007, pouco famoso, um tanto esquecido, mas que ganhou 3 filmes recentemente em 2024, 25 e o último agora em 2026. Eu vi o primeiro filme sem saber nada, fui assistir ao anime e virei fã. Assisti ao segundo filme e fiquei esperando o terceiro que lançou agora em Setembro.

Mononoke: O Filme – Capítulo 3 – A Maldição da Serpente:

Mononoke tem um conceito muito interessante. Existem os Mononokes que são espíritos malignos que se baseiam em rancores e sofrimentos humanos. Então são basicamente histórias de fantasmas do mal, mas sempre tem a ver com alguma tragédia, traição, desespero e humanidades no geral. E aí temos o nosso protagonista, a figura do Boticário, um homem misterioso com roupas coloridas, dentinhos pontudos e um monte de apetrechos mágicos. Ele é o caçador/exorcista dos Mononokes. Ele é poderoso, mas para exorcizar de vez a criatura ele precisa usar a Espada Sagrada. Acontece que ele só pode sacar a Espada Sagrada se ele souber a Forma, a Verdade e a Razão do Mononoke.

Então enquanto as pessoas ficam correndo de lá para cá, tentando não morrer, o Boticário precisa descobrir o que está rolando por ali. E nessa vamos descobrindo os dramas humanos que estão rolando naquele lugar.

No anime temos alguns casos, mas daí temos o filme, que se passam todos num mesmo lugar. O Ooku.

Ooku:

Mononoke: O Filme

O Ooku é o palácio do imperador do Japão. Ele tem várias concubinas, que são as servas bonitas e de boas famílias com as quais o imperador passa transando geral a fim de ter um filho homem, um herdeiro para o reino do Japão. Acontece que a Combubina que tiver o filho homem primeiro vira a mãe do próximo imperador e uma das pessoas mais poderosas do país.

Disso você já pode imaginar que vão ter tretas palacianas, é gente que perde bebê, é gente envenenando a coleguinha para ela não ter o herdeiro. É criança queimada e tudo o mais. Muita maluquice.

Nosso amigo, o Boticário, enfrenta um Mononoke em cada um dos primeiros filmes, mas agora tem um grande mal que parece ser mais antigo e tem a ver com os primórdios do Ooku. Algo está se movendo pelas paredes e parece ser algo que faz parte da parte das paredes do próprio palácio.

E finalmente temos um herdeiro. Uma das comcubinas, que parecer ser meio que a comcubina principal, teve um menino. Mas ela está meio mal de saúde e não parece muito feliz. Na verdade ela parece um tanto confusa. Logo ficamos sabendo que ela perdeu o bebê, mas uma outra mulher (acho que é a mãe dela, ou alguma ama dentro daquela família) trocou o bebê morto por um outro bebê qualquer. A ideia é pegar esse outro bebê, deixá-lo como herdeiro e seguir a vida. Mas a mãe não consegue, ela grita, chora e coloca toda a credibilidade da sucessão em risco.

E daí temos a Serpente e a Deusa da Água que remetem ao passado do Ooku.

Daí vem a Serpente e devora todo mundo e o grupo começa a lutar por dentro da Serpente,que vai revelando cenas do passado em uma parede de vidro muito doida. E daí temos a revelação final que vou contar daqui a pouco. Se não quiser spoiler, pare aqui e vá assistir ao filme. Está na Netflix.

SPOILER:

Deixa eu te contar um segredo
Deixa eu te contar um segredo

A virada final é a revelação é que essa coisa de trocar os bebês é um eco do passado. Na verdade o Imperador já foi trocado há muitos anos atrás. A tal linhagem divina do Imperador que deve ser preservada nem real é. Tudo aquilo, todo o Ooku é uma grande fraude. E isso ameaça desmoronar toda a estrutura social do país.

Então vemos o passado de uma mulher que foi a esposa de um Imperador, não dava filhos para ele e daí que começou esse lance das comcubinas e da construção do Ooku. Ou seja, é uma mulher que perdeu seu amor e sua vida em defesa de uma linhagem que é uma fraude. E temos como figuras que se tornaram Mononokes, essa antiga comcubina, mas também Ama, a conselheira que deu a ideia do Ooku e quis se tornar a Deusa da Água.

Daí no final, tem a virada da virada, quando o Boticário convoca a ajuda de outro Boticário, o da série. Eu achava que eram o mesmo personagem (com designs um pouco diferentes), mas eles são versões diferentes de um mesmo conceito. e no final temos dois Boticários com suas Espadas Sagradas saindo na porrada com a Deusa da Água. Muito doido.

A Deusa da Água

O que eu achei de Mononoke: O Filme – Capítulo 3 – A Maldição da Serpente?

Que final fantástico! Lutas malucas, aquela arte linda que Mononoke tem e um grande final para o conceito do Ooku. Não tinha sacado porque todos os três filmes iam se passar nesse mesmo ambiente, dado que no anime as histórias se passam em ambientes mais variados, mas a finalização de toda essa história, mostrando que tudo o que foi construído é uma fraude funcionou muito bem.

Eu senti falta de que alguns personagens que iam ser importantes nessa história, tivessem aparecido mais nos anteriores, mesmo como secundários. Fiquei com a sensação de que o monge antigo (que traz a história da fraude original) e a mãe do Imperador quase não apareceram antes e simplesmente surgiram porque eram importantes nesse momento. Isso é um tanto ruinzinho.

Por outro lado, temos um grupo de serviçais que crescem bastante durante todo o arco e eles funcionam muito bem.

Mas em resumo: Mononoke é uma maluquice muito, muito bem feita. Sério. Assista. É um anime de 10 ou 13 episódios e 3 filmes de uma hora e pouco. Você não vai se arrepender.

Dois Boticários lutando juntos
Dois Boticários

Então é isso. Muito bom. Adorei.
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Um abraço.
E tchau.

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