Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de resenha e eu quero falar do segundo filme de uma série de anime não tão conhecidas, mas que me pegou de jeito. Então vamos nessa com As cinzas da ira, o segundo filme de Mononoke.

Mononoke é uma série de animes que eu não conhecia, mas acabei assistindo ao primeiro filme porque achei que tinha alguma coisa a ver com Princesa Mononoke dos Studios Ghibli. Não tem, mas o material é muito bom. Recentemente saiu o trailer do terceiro filme, então assisti ao segundo, que é esse: As Cinzas da Ira.
Em Mononoke temos como protagonista o Boticário. Um cara misterioso que anda por aí com um caixotão. Ele caça Mononokes, que são espíritos, ou fantasmas que assombram lugares e sempre têm relação com emoções fortes e/ou tragédias que aconteceram por ali. O Boticário tem várias habilidades, mas ele mata os bichos com uma espada sagrada. Quando ele saca a espada, ele vira um super guerreiro divino super poderoso e não tem nem graça, então não é sobre a luta em si, mas sim sobre a história do Mononoke. Isso porque o Boticário só pode sacar a espada quando ele descobre a Forma, a Razão e a Verdade sobre aquele Mononoke.
Então a história acaba sendo um pouco uma investigação sobre hipocrisias, tragédias e traições que acontecem naqueles lugares e que formam/alimentam os Mononokes.
As Cinzas da Ira:
O segundo filme se passa no mesmo palácio que o primeiro, trata-se de um palácio onde só vivem mulheres e funciona como a casa das comcubinas do Imperador. Tem várias mulheres, as mais bonitas e elegantes são as comcubuinas do imperador e as outras são serviçais, ajudantes e tudo o mais. A ideia é que uma dessas mulheres deem um filho homem para ser o herdeiro do imperador. E é claro que isso gera muita intriga.
A treta começa quando Fuki, uma das comcubinas, que estava sendo a preferida do imperador, fica grávida. Pode ser que seja o herdeiro. Teve uma outra moça que engravidou e morreu num incêndio recentemente. Acontece que Fuki é de uma família menor, que conseguiu colocar a filha ali com ajuda. Então tem um conselheiro (de uma família mais importante) que não quer que ela tenha esse filho.

E algumas pessoas começam a pegar fogo do nada.
O Boticário quer entrar, porque sente que tem um Mononoke lá, mas a nova administradora do Palácio é alguém muito severa e não quer permitir. Então ele vai ter que encontrar subterfúgios ou ganhar a confiança para poder entrar.
E o mistério do Mononoke que parecem ratinhos de fogo segue ameaçando todo o palácio, enquanto não descobrirem qual a relação entre Fuki e o incêndio do passado recente.
O que eu achei de Cinzas da Ira?
Esse filme é fantástico! E eu me senti muito mais tranquilo assistindo a ele agora que eu sei do que a série se trata. A trama ainda é um tanto confusa, porque são muitos personagens em uma hierarquia que a gente não conhece tão bem, mas já entendendo o Boticário, fica mais fácil focar nas novidades.
É ótima a trama da Fuki e o sacrifício que já foi feito pela outra mulher e como isso virou uma grande angústia que se reflete até mesmo no Mononoke, já que os filhotes atacam a mãe em cenas super psicodélicas e coloridas.
E é preciso ressaltar isso mais e mais vezes. A arte é linda demais. Que estilo maravilhoso. Mononoke é uma pérola perdida na Netflix. Assista.

Então é isso. Adorei. Baita história maneira. Animação linda demais. Genial.
Mas e você, já tinha ouvido falar desse anime maluco?
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Um abraço.
E tchau.
