Amor e outras drogas – resenha

Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de resenha e segue minha odisséia falando de vários filmes de comédia romântica de qualidade duvidosa. Então vamos nessa com Amor e Outras Drogas.

Amor e outras drogas:

Amor e outras drogas

Amor e Outras Drogas é uma comédia romântica de 2010 com Jake Gyllenhal e Anne Hathaway, então dá para dizer que é um puta elenco. Mas o filme é uma enganação. Ele joga uns temas pesados, faz de conta que é profundo, mas perde o rumo e é só um filme meio bobo. Mas vamos lá.

Amor e Outras Drogas tem como protagonista o Jake Gyllenhal, que é um vendedor, pegador que come todo mundo. Ele perde o emprego e vai procurar outro. Então ele vira um representante de remédios, trabalhando para a farmacêutica Pfeizer. O trabalho é o seguinte: convencer médicos a receitar o seu remédio e não o do concorrente. Não importa a qualidade ou qualquer coisa, o que importa é vender.

Então nosso protagonista conhece a personagem da Anne Hathaway, que é linda e sofre de mal de Parkinson. A personagem é vendida como muito diferente das outras garotas, ela é descolada e curte um sexo livre. Na verdade ela é não quer namorar, porque ela sabe que vai piorar e não quer ninguém cuidando demais dela. Os dois personagens transam muito e vão se aproximando, mas daí ela foge, ele corre atrás e fica esse drama todo até eles ficarem juntos no final do filme. Importante ressaltar (já explico o porque) que ele é o protagonista. Ele está em quase todas as cenas do filme. Ela é o interesse romântico dele.

Tem um momento em que ele decide correr atrás da cura para ela. Mas ele fica tão pirado com isso, que ele passa por cima até dela mesmo e o romance dele dá uma desgastada. É um dos grandes términos deles antes deles ficarem juntos no final.

O que eu achei de Amor e Outras Drogas?

Esse filme é uma enganação. Ele tem uma personagem feminina de mentira, com um drama que simula um drama de verdade. Para os mais desavisados, pode parecer só um filme bonito. Tem elementos de beleza em suas relações até. Mas por trás disso, temos um filme que é uma grande propaganda e passação de pano para a indústria farmacêutica. Mas também é um grande sonho de poder masculino. Vou explicar. Deixa eu falar da indústria farmacêutica também.

Existiu, de verdade, esse momento onde as empresas de remédio foram para cima dos médicos para vender. É errado pra caramba isso. Inclusive isso começou a crise de opióides nos Estados Unidos, deixando gente viciada até hoje. Dê uma olhada na série documental Império da Dor, para ter uma ideia. No filme, eles pincelar rapidamente que existe um avanço, mas é normal, vendas é assim mesmo. Não tem nenhuma consequência, ninguém fica viciado, nada. É tipo o filme da Barbie, onde a Mattel faz uma crítica a si mesma com pouca força antes que alguém faça uma crítica de verdade.

Cool Girl:

Mas o que me incomoda nesse filme mesmo é o sonho masculino em que esse filme se baseia. O personagem do Jake Gyllenhal é um grande comedor, um cara que consegue o que quer e come todo mundo. Ele vai se candidatar a vendedor e pega a professora do curso. Pega a secretária do médico para ter acesso a ele. Pega todo mundo. E daí aparece a Anne Hathaway, que parece uma tentativa de escrever uma personagem “diferente das outras garotas”, mas ela é um sonho masculino. Ela quer transar sem compromisso. Ela parece ter atitude e é legal e divertida, mas ela praticamente não tem ação no filme. As coisas vão acontecendo e daí eles se apaixonam, mas ela não quer nada. O sonho masculino de uma mulher que não queira nada, não demanda nada. No fim ele diz que está disposto a cuidar dela, mas porque ele quer. O sonho masculino é uma mulher que esteja disponível, mas que não demande.

Esse filme parece interessante numa primeira olhada, mas me deixou com uma pulga atrás da orelha no geral. Foi mais ou menos a mesma sensação que eu tive com o Questão de Tempo. É um filme de hominho vivendo uma história de amor com uma mulher que é um sonho de hominho. Parece que a personagem feminina tem personalidade, mas ela é apenas “legal demais” por não ser uma mulher do esteriótipo. São as mulheres descritas como Cool Girls em Garota Exemplar.

Então é isso. Filminho meia-boca. Não gostei.
Mas e você, o que acha desse filme?
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Um abraço.
E tchau.

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