Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de curta metragem e eu trouxe um material que eu precisava trazer, mas eu não quero que você assista. Então saia desse post agora e vai fazer alguma coisa boa, tipo abraçar sua família, algo assim. E vamos com Lulaby.

Lulaby (まどろみ) é um curta japonês, com título em japonês. Usei o google tradutor e diz que é um trabalho de conclusão de curso e parabéns para os professores desse curso que fizeram os alunos terminarem o curso com uma depressão profunda. Lulaby aparece como um subtítulo junto com os caracteres japoneses. Para mim,o título é lulaby.
Esse curta tem gatilhos de abuso, de sofrimento e muita coisa bem triste. É metafórico, mas eu tenho que avisar. Eu assisti e fiquei meio mal. Então tenho que avisar. É mais desgraçado das ideia do que o The Stained Club.
O curta conta a história de um garoto de pijama. Ele tem os olhos vidrados e todos os adultos parecem monstros bizarros. Acontecem coisas estranhas e no fim tem uma voz cantando um som de ninar em espanhol que acho que é o que da nome ao curta (Lulaby é tipo canção de ninar, algo assim). E fim.
Se você chegou até aqui, você vai mesmo assistir ao curta né. Depois eu comento minha interpretação.
Então assista aí ao Lulaby (まどろみ):
Esse curta é uma história de abuso. Os olhos vidrados e ver adultos como monstros são sinais claros de abuso infantil e no campo das metáforas é ainda mais tradicional. O fato da criança estar de pijamas no quarto, acordado, com os olhos vidrados e medo da porta também é sinal de abuso.
Depois a criança é levada ao médico e passa por procedimentos. Ela se vê como um sapo dissecado que é o que está do lado dele. E daí vem a cena matadora que é a cena do forno. Ele estoura na cena do forno. A expressão do pãozinho no forno é uma expressão tradicional para gravidez. Só que a criança não aguenta e estoura. E daí ela vai para a cena final que é a morte.
Antes da morte a gente tem uma mulher cantando uma música de dormir. De morte.
É a história de uma criança abusada e engravidada por um homem (provavelmente o pai). Ela é cutucada pelos médicos e sofre danos irreversíveis no parto. E daí morre sendo cuidado por uma mulher (provavelmente a mãe).
Triste para cacete. Fiquei deprê. E você?
Mas eu precisei falar desse curta para lembrar de algumas coisas. A maior parte dos abusos sexuais, tanto de crianças quanto de adultos, acontece em casa, por pessoas conhecidas. Educação sexual permite que a criança entenda que o que acontece errado. Tabu para falar de sexo só protege os abusadores.
Então é isso. Curta desgraçado. Muito bem feito, porque histórias tristes ainda precisam ser contadas.
Mas e você, o que acha?
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Um abraço.
E tchau.
