Matrimilhas – comédia sobre transformar o amor em um jogo – resenha

Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de resenha e eu quero falar de um filme muito divertido que a minha companheira me indicou. Então vamos nessa com Matrimilhas.

Matrimilhas

Matrimilhas:

Matrimilhas é uma comédia argentina de 2022. O filme conta a história de um casal que está passando por dificuldades e acaba participando de um sistema maluco que transforma o casamento em um jogo de acumular pontos, ou milhas. Eu explico melhor.

Frederico é um dentista que seguiu os passos do pai, mas é meio frustrado com a profissão. Ele gosta mesmo é de cozinhar. E Belén, a esposa dele, tem uma loja de brinquedos. Ela quer ampliar para designs próprios, mas também não está tendo tempo. Eles têm dois filhos e o casamento está ruim. Então eles descobrem que tem essa empresa que faz esse serviço de Matrimilhas. E eles entram nessa.

Funciona assim: Cada um deles tem um relógio super tecnológico. Quando um deles faz algo bom para o parceiro, eles ganham pontos positivos, ou milhas. Se fizerem coisas ruins para o parceiro, perdem milhas. Acontece que Frederico quer uma licença para viajar, porque ele quer ir participar de um concurso de culinária. Então, em vez de simplesmente contar para a esposa, ele quer juntar mil milhas para fazer isso. Mas ela descobre e fica puta, decide que quer fazer uma viagem também, só de raiva. Daí começa uma corrida entre os dois para ver quem junta milhas primeiro para viajar.

Acontece que é uma corrida para ver quem agrada mais, até a coisa ficar muito tóxica entre eles. E eu não vou contar como isso acaba.

Matrimilhas

O que eu achei de Matrimilhas?

Eu adorei o filme. Ele é bobo de tudo, mas é bem divertido. É uma comédia bem tranquila e bobinha, boa de ver num domingão bem relaxado. Porém, mesmo bobo, ele consegue trabalhar bem algumas questões dos relacionamentos. O cara que seguiu os passos do pai, mas tem outros sonhos. O drama dela, porque ele não ajuda muito em casa, fica prometendo coisas e deixa o peso da carga mental sobre ela. A ideia de um sistema que promete milagres, mas vive falhando (bem coach mesmo). E de como essa ideia de gameficação pode falhar miseravelmente se está sendo usado para mascarar outros problemas.

No caso, o maior problema do casal é que eles não se comunicam muito bem. E nenhum joguinho de pontos vai funcionar.

Tem um momento em que eles ficam com o sistema ‘desligado’ e é quando o romance deles funciona bem. Mas daí acho que o final foi corajoso para uma comédia romântica. Achei bem ousado mesmo.

Os filhos são personagens bem engraçadinhos também. Mas o grande ponto alto do filme é a cena do assalto. Só vou dizer isso mesmo.

Então é isso. Filme divertido. Está na Netflix. Recomendo.
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Um abraço.
E tchau.

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