Mickey 17 – ficção maluca com clones e muitas mortes – resenha

Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de resenha e eu quero falar de um filme interessante. Nada genial, mas com alguns elementos interessantes. Então vamos nessa com Mickey 17.

Mickey 17:

Mickey 17 é uma ficção científica de 2025 e conta a história de um cara que é descartável e fica sendo clonado para morrer e e ser refeito e refeito e refeito.

Explicando, o filme se passa em um futuro, onde a clonagem aconteceu. Existe a tecnologia para imprimir uma pessoa completa e colocar as memórias dela no novo corpo. Porém, nesse futuro do filme, isso já deu merda e a tecnologia foi proibida e proscrita, porque dá muita merda quando surgem duas pessoas iguais, uma comete crime e ninguém sabe mais quem é quem, dá uma merda federal. Enquanto isso, tem um político, com ares messiânicos, que está preparando uma viagem para Niflheim, um planeta habitável, para colonizar. Esse político, consegue convencer o congresso (ou algo assim) que ele pode usar essa tecnologia com o que ele chama de descartáveis: uma pessoa que vai abrir mão de seus direitos e vai poder ser morta e ressuscitada várias e várias vezes, desde que nunca tenham dois ao mesmo tempo. Aceitam isso, porque vai ser fora da terra.

Então temos Mickey, que é um cara fodido, devendo para um agiota maluco. Ele o amigo decidem entrar para a expedição, para poder fugir da Terra. E para conseguir, Mickey aceita ser um dispensável. Como ninguém quer, ele acaba sendo aceito, então ele vira o dispensável da missão. E é isso, ele é o testa de ferro da empreitada. Precisa ver se o ar é venenoso, mandam ele. Precisam testar um vírus? Mandam ele. Precisam ver como o vácuo do espaço afeta o corpo humano, mandam ele. A cada vez que ele morre, ele ganha um número. E já estamos no Mickey 17. E ele tem uma namoradinha que faz parte da segurança.

Agora:

Então o filme segue mostrando o processo de tentar colonizar o planeta, enquanto mostra a vida na nave, que tem um esquema político meio midiático, porque tem esse casal de político (Mark Rufallo e Toni Collete) que é bem caricato e tem uma dinâmica de poder. Além disso, tem tráfico de drogas e até a influência do agiota do mal, mesmo do outro lado do universo.

E a treta começa, quando dão o Mickey 17 como morto, fazem o Mickey 18, mas o 17 volta. Eles não podem viver ao mesmo tempo, porque não podem haver 2. Daí eles têm que tentar sobreviver, se esconder e descobrir porque os vermes do planeta não os mataram.

O que eu achei de Mickey 17?

Eu achei o filme bem divertido, mas entendo que ele pode soar excessivamente bobo, especialmente porque ele tem como plano de fundo temas que poderiam render um bom filme sério. Mortalidade em um mundo onde se pode viver para sempre, Identidade em um mundo onde existe clonagem, Colonialismo interplanetário, Genocídio, Racismo, Agiotagem, Messianismo Político na exploração espacial e muito mais. Eu entendo que com todas essas coisas em jogo, o filme poderia ser sério. Eu entendo muito quem foi assistir esperando isso e se frustrou.

Mas esse filme é uma bobagem. E eu gosto de bobagem. Ele é quase uma comédia de estranheza, com elementos profundos de ficção científica como plano de fundo bem láaaaa no fundo mesmo. Até a diferença de personalidade dos Mickeys é tratada de um jeito meio galhofa. Tem hora que parece Eu, Eu mesmo e Irene. Então é tudo meio raso, meio boboca, mas as discussões filosóficas estão por ali. Mas não se resolve.

Eu me diverti, é um filme meio boboca, mas eu gosto dessa pataquada. Mas não recomendo muito também não.

Então é isso. Filme divertido e bobo. Gostei.
Mas e você, já viu? O que acha?
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Um abraço.
E tchau.

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