Quinze Dias – comédia romântica adolescente viada – resenha

Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de resenha e eu quero falar de um filme brasileiro. É um filme bem simples, então serei breve. E vamos nessa com Quinze dias.

Quinze Dias:

15 Dias é uma comédia romântica brasileira de 2026 da Netflix. O filme conta a história de Felipe, um menino gay que vive com a mãe e a mãe aceita que um menino do condomínio fique na casa deles durante as férias, porque o pai do garoto vai viajar. Daí temos a convivência forçada dos dois, que começam não se gostando, porque o outro menino é todo machinho. Mas depois Felipe vai descobrir que ele é gay também e eles vão começar a se envolver. É spoiler, mas não é spoiler porque tudo isso é óbvio no trailer.

O lance é que Felipe é um menino gordo. Logo no começo vemos uma cena dele criança, que adora ir na piscina, mas ele é zoado de gordo e deixa de ir na piscina. Ele cresce todo fechado e isolado sempre tendo problemas com a aparência e tendo poucos amigos na escola. Ele quer as férias para ficar sozinho, dentro de casa, mas daí a mãe coloca um menino dentro de casa.

O outro menino, Caio, é gay “no sigilo”. Ele é um adolescente e a mãe é super homofóbica, então ele fica tentando não transparecer. E ele tem gostos ditos como “de hétero” e joga futebol e tudo o mais.

E o resto todo mundo já sabe:

Daí o filme segue a dinâmica de “convivência forçada” e “enemies to lovers”, onde eles se detestam, mas vão se mostrando boas pessoas e começando a se gostar. Caio tem umas amigas lésbicas maneiras também e elas apoiam os dois, que ficam juntos, mas depois brigam e se juntam de novo no final, com uma cena de corrida digna dos maiores clichês de comédias românticas.

Além disso temos os contrastes das mães, porque a mão e de Felipe é super prafrentex e sabe que ele é gay e eles têm uma relação ótima, enquanto a mãe do Caio é homofóbica e a relação deles é horrorosa.

O que eu achei de Quinze Dias?

Esse filme é estranhamente bom e serve para eu falar de algo que eu sempre penso: Qualquer tema pode render uma história boa, se for bem escrito (e render um bom filme se for bem dirigido também).

Quinze Dias é um filme adolescente, para adolescentes, com todos os clichês de comédia romântica que eu já estou careca de conhecer, então como posso gostar de um filme desses? Eu gosto porque é bem escrito. Tudo é amarradinho, os diálogos são legais, os personagens parecem verdadeiros e têm carisma, o tom de humor está no lugar certo, é isso. É simples. É só bem feito. Dá para ver que é construído com esmero, com um pensamento cuidadoso para cada fala (a grande maioria, pelo menos). Então é por isso que eu gostei.

Concluindo:

O tema da gordofobia e da homofobia movem o filme, mas não são tratados daquele jeito didático que parece que você está lendo uma cartilha. Acho que funcionam bem.

E uma coisa boa é que eles são merdeiros. Adolescente faz burrice, vai em festa escondido, bebe quando não deveria. Não é porque eles são os protagonistas e são gays que eles precisam ser perfeitinhos. Isso é divertido.

O menino que faz o Felipe é muito bom. O menino que faz o Caio não teve tanto espaço para ter um range dramático maior, mas resolve bem. E a mão do Felipe é Débora Falabella, que é simplesmente maravilhosa.

Então é isso. Filme divertido. Gostei. Bom filme para ver domingo de tarde.
Mas e você, o que acha?
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Um abraço.
E tchau.

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