Valerian e a Cidade dos Mil Planetas – resenha

Salve, salve, seres humanos e todas as raças alienígenas que vivem em Alpha.
Fazia um bom tempo que eu não ia no cinema, mas consegui ir esses dias. Eu queria ver o Planeta dos Macacos, mas não tinha sessão próxima da hora que eu cheguei, então acabei vendo Valerian mesmo. Eu não sabia nada do filme. Só que era uma ficção científica e que tinha a Cara Delevingne. Agora vou dar a minha humilde opinião.

 

Valerian e a cidade dos mil Planetas

 

A história é a seguinte. Tem uma estação especial da terra que recebe vários povos, tanto da terra, como alienígenas. Essa estação fica gigante e com tanta massa que começa a afetar a terra. A terra empurra essa estação para longe e ela fica vagando pelo espaço.

400 anos depois, tem um planeta, chamado Mu’l, que é atingido por uma navesona gigante e é destruída. Nesse planeta tem umas criaturinhas que comem umas paradas e cagam outras paradas que parecem pérolas e são fontes de energia super poderosas. São chamados de conversores.

 

 

Em outro lugar, que é no futuro (eu estou deduzindo isso por que é muito mal explicado), Valerian e Laurentine, dois militares humanos, são chamados para uma missão que envolve recuperar um desses conversores, que está sendo vendido no mercado negro e retornar para Alpha, que essa grande cidade artificial com milhares de raças alienígenas.

Logo eles descobrem que tem uma região dentro de Alpha que não pode ser detectada e que lá podem haver inimigos. O conselho é atacado e o general é sequestrado. Valerian, que é o nome do cara, entra na região não-rastreável e se perde lá. Laurentine vai atrás pra salvar ele e eles começam a descobrir uma conspiração que envolve o planeta Mul.

Tem tiro, porrada e bomba, tecnologias malucas e criaturas esquisitas. É mais ou menos isso o filme.

 

 

O que eu achei de Valerian e a Cidade dos Mil Planetas?

A primeira coisa a se dizer é que é um filme com classificação 12 anos. Um filme para adolescente e tem todo um quê de sessão da tarde.

O roteiro é bem qualquer coisa. Ta certo que a legenda estava bem ruim (partes onde a legenda é branca num fundo claro), e eu posso ter perdido alguma coisa, mas eu realmente não lembro pra que o Ministro queria o conversor e qual a ligação do conversor com o Comandante malucão. Algumas soluções são meio precárias. “A gente precisa disso. Ali tem. Vamos lá.” *Cena divertida meio jogada* “Pronto. Agora vamos pra lá. Vamos.”. E isso me incomodou um pouco.

A direção não é de todo o mal. As cenas são bem feitas e tem uma ação que funciona legal. No começo tem uma parte inteira com MUITO CGI, a ponto de parecer um videogame com atores inseridos em cima. Depois diminui e dá uma melhorada.

 

 

A coisa que eu mais gostei no filme é que eles não se dão ao trabalho de explicar as tecnologias. Todo mundo ali está habituado com elas e eles lidam com elas como se fossem as coisas mais banais do mundo. Controle de corpos. Naves. Trajes de combate. Realidade virtual. Comunicadores. Rastreadores de DNA. Robôs. Tudo isso já aparece sendo usado. Isso é muito legal mesmo.

Assim como o novo Homem Aranha, é que esses personagens super aventurescos e descolados vão ser os novos ídolos da geração que é adolescente hoje. E o que mais me incomoda é que esses personagens são extremamente irresponsáveis e inconsequentes. Na primeira missão deles no filme, eles deixam toda a equipe de apoio para trás para morrer e, assim que eles estão a salvo, o comentário da Laurentine é algo do tipo “Poxa. Rasgou meu vestido.”. O Valerian (que não tem cara de herói militar nem no melhor dia), resolve que precisa de uma coisa lá, e para isso ele entra em uma boate e mata o dono. Missão completa. Tudo certo. NÃO CARA! TA ERRADO ISSO AÍ!

Sem falar no quanto é ANTIÉTICO o herói do filme ficar ASSEDIANDO a subordinada dele. Estamos de olho.

 

 

No fim eles tem umas resoluções heroicas? Sim. Mas a filha da putice deles no começo do filme me deu uma tirada do filme.

Um incômodo que me deu, mas eu teria que ver de novo para ter certeza, é que as personagens femininas me pareceram bastante estereotipadas. Tem a princesa alien linda e reluzente. A rainha alien sábia e benevolente. A tia viciada em compras. A Rihanna fazendo papel de gostosa. E a Laurentine.

 

 

“Pow, mas a Laurentine é muito fodona.”, vão dizer. Concordo. Ela é realmente muito habilidosa, e porradeira, e conserta coisas e tudo mais. Por outro lado, ela meio que é a ajudante do Valerian (que por acaso é o nome do filme) e ela é muito raivosa. A sensação que eu tive é que ela faz o papel da mulher muito passional. Ela é muito raivosa. Ela ama muito. Ela diz que ele não sabe o que é o amor. E em um momento importante do filme ela precisa ser o coração dele. Enquanto isso o Valerian (eu já comentei que o nome do filme é o nome dele?) é o cara centrado. O soldado. E tem muito mais cenas de ação que ela.

 





 

Em resumo. Roteiro mediano para baixo, cheio de problemas. A direção funciona, mas não salva. As tecnologias são muito legais e os designs também. É isso.

Eu fiz um post com os concepts do filme. Olha lá.

Então é isso. Achei meia boca. Não recomendo ver no cinema. Não vale a grana.
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Um abraço.
E tchal.


Vulto

Desprezível.

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