Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de falar de literatura e eu quero comentar, rapidamente, o livro A Cor Púrpura, de Alice Walker. Eu já resenhei os dois filmes que vieram do livro, mas agora finalmente eu li o livro. Então vamos nessa.
A Cor Púrpura:

A Cor Purpura é um livro de 1982 da Alice Walker. O livro conta a história de Celie, uma mulher negra, que perdeu a mãe, foi abusada pelo pai, teve seus filhos dados para a adoção e praticamente vendida para se casar com um cara que só vai usar ela para limpar a casa, cuidar dos filhos e tudo o mais. Basicamente a vida dela é uma grande tragédia, mas deixa eu detalhar mais.
Celie é dita como uma mulher muito feia. E ela tem uma irmã mais nova e bonita, chamada Nettie. Sinhô, quer casar com a Nettie, mas o pai só dá a Celie para o cara casar. Todo mundo quer abusar da Nettie, ela foge da casa do pai, fica com a Nettie na casa do Sinhô, mas acaba tendo que fugir também.
O livro é todo contado em cartas. E Celie está aprendendo a escrever, então a forma de escrita é meio particular. No começo são as cartas de Celie para Deus, mas depois que Nettie foge, as duas irmãs ficam trocando cartas. Mesmo que essas cartas não cheguem, o leitor fica sabendo o que está se passando na vida das duas através delas.
Cartas:
Nettie é adotada por um casal missionário que, por acaso, são as pessoas que adotaram os filhos perdidos da irmã. Com isso ela acaba indo para a África para fazer trabalho missionário e conhece mais sobre a vida dos negros do mundo.
Enquanto isso Celie fica nos Estados Unidos, come o pão de que o diabo amassou com Sinhô, mas as coisas começam a melhora quando chega a “amante” dele, Shug Avery. No começo Celie tem inveja ela, mas logo depois elas se apaixonam e se pegam. E é Shug quem vai ajudar a colocar Sinhô na linha e libertar Celie. Inclusive ele escondia as cartas da irmã. E é por isso que as cartas não chegavam.
O retorno:
Depois a vida dela anda um pouco mais e segue até o fim do filme, quando as duas irmãs vão poder finalmente se reencontrar. E no meio disso tudo, temos a história de outras mulheres interessantes, como Sofia, por exemplo, que é brava, arruma uma treta com uma mulher branca, acaba presa e vira empregada dessa família. É mais complexo do que isso, mas eu estou resumindo muito.
O livro fez sucesso, virou filme em 1985 pelo Steven Spilberg e teve uma versão em 2023 que é um musical.
O que eu achei de A Cor Púrpura?
Eu adorei o livro. Ele é muito bom, como eu já imaginei que era porque o filme é muito bom, mas ele ainda é mais completo do que o filme. Ele traz uma construção mais completa do Sinhô depois que Celie termina com ele. A Sofia tem um final um tanto mais forte também.
De forma geral o livro tem mais tempo de trabalhar a história dos personagens, até mesmo um momento de desilusão amorosa com a Shug que vai viver outros amores, mas volta depois e a amizade continua. Me parece que nesse sentido o filme segue mais uma linha reta na questão do romance que era para ser e foi.
E tem toda a parte da Nettie na África que a gente nem vê no filme. Ela só volta no final e a gente sabe que ela foi para África, enquanto no livro a gente tem todas as cartas dela que são uma história à parte.
Ainda gosto do filme. Mas o livro tem mais coisa e é melhor. Simples assim.
Então é isso. A Cor Púrpura é um ótimo livro. Recomendo demais.
Mas e você, já leu? Só conhece os filmes?
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Um abraço.
E tchau.
