Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de falar de quadrinhos e é dia de continuar falando da fase do Grant Morrison (e Mark Waid) da Liga da Justiça. Já falei de 5 encadernados aqui e hoje é dia de falar do encadernado 6, o arco da expansão da Liga da Justiça e da criação de um novo vilão, o tal do Prometeus.
A Saga da Liga da Justiça 6:

Esse arco é um dos mais fracos, porque Prometeus é um personagem merda. Então serei breve.
A primeira história é da expansão da Liga. No fim do encadernado 5, os personagens decidem encerrar a Liga, porque eles são um grupo poderoso demais, mas sem muito planejamento. Duas vezes eles caíram em planos onde eles quase ferraram tudo por ser infalíveis demais. Então eles têm a ideia de expandir a Liga com uma galera menos poderosa, mas um tano espertinha.
Na primeira edição eles trazem os novos membros: Zauriel, Homem Borracha, Aço, Caçadora e a Oráculo.
Prometeus:
Depois começa o arco do Prometeus. Depois de definir a Liga como os sete grandes e um Batman excessivamente fodão (para fazer parte de um grupo de super-deuses), o Morrison decide criar um anti-Batman com potencial de derrotar a Liga da Justiça inteira com seus apetrechos e planos mirabolantes. O problema é que o personagem não tem carisma nenhum.
O Prometeus é tão anti-Batman que ele é filho de criminosos mortos pela polícia e daí ele decide ser um vilão pica. Ele usa o dinheiro que os pais tinha guardado para treinar e se tornar um mestre de artes marciais e de todas as outras coisas, até a hora que chega a vez dele ir contra a Liga da Justiça inteira. E o pior é que ele quase ganha.
A Liga da Justiça faz um evento para anunciar a nova formação e chamam repórteres para conhecer a base na lua. Além disso, eles fazem concurso para que uma pessoa se fantasie de herói, invente uma historinha sobre si mesmo para ser um membro da Liga por um dia, algo do tipo. Prometeus mata o ganhador, rouba a identidade dele e com isso ele tem acesso à Torre da Liga. Daí ele vai atacando os heróis um a um, com apetrechos malucos e seu capacete cheio de truques. O mais ridículo é que ele tem uns discos com os dados de vários lutadores e ele usa isso no capacete para poder lutar pra caramba.
Daí ele sai derrotando todo mundo e atacando a Torre para forçar os heróis a salvarem os civis. Ele consegue dar muito trabalho para os membros principais da Liga, mas daí os novatos dão um trabalho para ele. A Mulher Gato dá uma chicotada no saco dele. A Caçadora para um dardo dele com uma flecha. E daí o Aço consegue hackear o capacete dele. E o Prometeus perde.
No fim aparece o Pai Celestial e diz que a Barda e o Orion vão fazer parte da Liga porque algum grande mal está vindo. O que conclui a expansão da Liga.
Sincronia:
Depois disso, temos mais duas edições com uma história interessante. Um cientista inventa uma máquina para controlar a sorte. Daí ele começa a usar e isso zoa toda a realidade, fazendo com que um monte de coincidências aconteçam. 7 vilões aleatórios decidem matar o presidente ao mesmo tempo. Vários aviões convergem para uma mesma rota. E um monte de maluquice.
No fim das contas, vários personagens começam a desaparecer deixando apenas 7 heróis de cada vez. Batman deduz isso, mas some. Eles vão tentando investigar um pouco.
No fim, o Caçador de Marte some e aparece o Átomo (para ficar 7). É sorte? Sim, mas a história é sobre sorte mesmo, então faz parte. Daí eles fazem ciência de quadrinhos e vão para o mundo quântico (algo assim) para juntar os fótons e fazer as cosias voltarem ao normal.
A grande coisa dessa história é que o jeito do universo de tirar o Batman da jogada (lembra que ele foi um dos heróis que sumiu?) foi salvar a vida dos pais dele. Nesse universo reescrito os pais do Bruce não morreram. A Oráculo descobre e fica com muita dó de consertar o mundo. O Caçador de Marte, que está fazendo o elo mental da galera, saca isso e briga com ela. Ele acha que ela quer voltar a andar, num mundo sem Batman, portanto sem Coringa. Mas não, na verdade ela está com peninha do Bruce.
O que eu achei de A Saga da Liga da Justiça 6?
Eu fiquei com preguiça de resenhar esse, porque o arco do Prometeus é bem ruim. Mas essa última história é bem legal. O Morrison consegue fazer as coisas do jeito bem maluca que ele gosta, colocar uma ameaça surreal a ponto de dar trabalho para a Liga. E ainda aprofundar os personagens, no caso o Batman e a Oráculo. Eu realmente gostei bastante.
A parte de ciência é bem ciência de quadrinhos mesmo, pura baboseira. Mas o fato da história se chamar sincronia tem a ver com as ideias do Morrison, que é um caoísta safado e gosta muito dessa ideia que as coisas estão interligadas com os campos de ação e a teoria da ordem implícita, essas coisas. Mas eu gosto da ideia de que o cara mexeu tanto nas probabilidades que ele quebrou elementos fundacionais do universo. Isso é um trabalho para a Liga da Justiça.
Uma coisa legal da Liga do Morrison é que as coisas que eles enfrentam sempre são muito grandes, então enquanto descobrem o que tá rolando, é prédio caindo, desastres naturais, dedo no cu e gritaria e os heróis precisam ficar salvando gente (que é a coisa mais importante que heróis fazem) até resolver a parada. Isso é muito bom.
Então é isso. Encadernado bom apesar do Prometeus. Eu gostei.
Mas e você, o que acha?
Deixe sua opinião aqui na área de comentários.
Curta a fanpage, siga no threads e no instagram.
Compartilhe esse post.
Um abraço.
E tchau.
