Salve, salve, seres humanos da terra.
Hoje é dia de continuar falando da fase do Grant Morrison com Mark Waid na Liga da Justiça. Essa fase saiu recentemente encadernado como A Saga da Liga da Justiça. E hoje eu vou falar de um especial de 72 páginas escrito pelo Mark Waid, chamado Heaven’s Ladder (Escada para o Céu), que saiu no começo do encadernado 12. Então vamos nessa.

LJA: Escada para o Céu:
Essa história é o Waid fazendo uma estória com uma escala absurda, assim como o Morrison fez em Terceira Guerra Mundial. Mas aqui ele trabalha com a religião e realmente coloca algo tão grande que te faz pensar em Deus, mas já chego lá.
A história começa com os membros da Liga em sua base na Lua, quando aparece uma ameaça. E aí antes que os heróis possam reagir, essa nave gigante e super rápida e rouba a Terra. Rouba, ela espeta a Terra no eixo magnético e cata. E quase que os heróis ficam para trás, mas o Flash precisa passar sua velocidade para os teletransportadores e eles conseguem se teletransportar por essa Terra sequestrada.
Todo mundo fica pensando “carai mermão, que bagulho é esse? O que que ta acontecendo?!” Enquanto alguns heróis vão para a Terra, Caçador de Marte e Átomo entram na estrutura para entender o que está rolando. Enquanto isso, na Terra os heróis descobrem que não foi só a Terra, a nave gigante está raptando vários planetas. Tem uma correntinha de Planetas penduradas no Céu, de tão ridiculamente grande que a nave é.

As criaturas:
J’onn encontra uma câmera que parece ser uma central de controle. Tem uma bola de água gigante no meio. Logo aparecem criaturas vermelhas e começam a atacar o maquinário. Se eles destruírem as correntes os planetas podem se perde e até se chocarem. Então J’onn começa a proteger a nave-máquina gigante. Os vermelhos são derrotados e J’onn acaba dentro da bola d’água. Aquaman entra para tirá-lo e descobre que não é água. Aquele líquido são os alienígenas que construíram a coisa toda. Vou chamá-los de azuis.
Os azuis estão meio paralisados e traumatizados, porque no meio do confronto com os vermelhos alguns deles morreram. E eles não estão acostumados com a morte, porque eles nunca encararam a morte. O lance é que eles acreditam que se quiserem uma vida após a morte, um céu, eles precisam construí-lo. Já que são Água, Aquaman consegue se conectar com eles. Eles são a primeira forma de vida do Universo, catalogando todo o cosmo. E agora o ciclo de vida deles está acabando. Finalmente eles vão morrer, depois de milhares de milhares de milênios.
Então o plano deles é o seguinte: milhões de anos antes, eles colocaram um infiltrado em cada planeta. Esse infiltrado deveria viver entre aqueles povos e aprender sobre os conceitos de pós-vida daquele povo. Agora eles iam trazer todos de volta para com todas essas experiências juntas, poderem construir a seu próprio pós-vida para suas almas.
Os vermelhos são fanáticos que não querem que isso aconteça. Eles preferem sumir do que trazer outras culturas para malucar a sua. Agora a Liga precisa ajudar esse povo, os azuis, a completar o plano, para que os planetas possam ser devolvidos.
Salvando os mundos:
Daí temos várias páginas de membros da Liga indo em planetas clássicos da DC e entendendo como aquele povo pensa o pós-vida. Enquanto isso eles também conversam sobre o que acreditam. Não vou detalhar, você vai ter que ler.
Ray tem a ideia de olhar a máquina de longe e vê que a máquina agrupa os planetas em formato de dupla-hélice, assim como o DNA. Tem uns diálogos que eu não vou detalhar muito, mas no fim os engenheiros azuis aceitam a ajuda da Liga e começam a valorizá-los.
Todos os infiltrados unidos, agora é só colocá-los na máquina e rodar o programa de fazer o céu, certo? Errado. Batman descobre que o da Terra foi assassinado e substituído por um dos fanáticos. Agora a máquina tem um código errado. E em vez de criar o céu, eles criam um cara vermelho gigante hiper poderoso.
A Liga sai na porrada com o Deus gigante e Vermelho, enquanto Kyle reconstrói a máquina com o anel. No fim, jogam o deus vermelho de volta na luz da máquina e todo mundo vai lá para dentro, os vermelhos, os azuis os infiltrados e tudo o mais. Parece que não tem o que fazer.

Então os membros da Liga dizem algo do tipo “Como vamos fazê-los entender que só se unindo eles podem sobreviver? Dando o exemplo”. E todos os heróis dão as mãos e não se largam até que parece que a coisa deu certo. Temos uma enorme explosão, todos os planetas estão de volta aos seus lugares. E todo mundo está sorrindo. Até Batman.
E fim.
O que eu achei de Escada para o Céu?
Essa história é muito maneira. Ela pega a ideia de escala, joga pela janela e mete o louco deixando a Liga realmente lidando com as mais maiorzonas ameaças do Universo.
Não gosto tanto do final, acho que vilão cósmico definifvo ser um brother pelado vermelho gigante é meio sem graça. Essa coisa da vitória pelo poder da união é meio brega, mas já que o tema é meio que religião e “ter fé” desde o começo, então acho que pode funcionar, porque é tudo um tanto Deus Ex Machina a história inteira. E acho que funciona também, porque trabalha esse conceito de que os heróis devem ser aqueles que inspiram. Não só os mais fracos, mas também os maiores.
História muito doida. Mas eu gostei bastante. Mas tem uma coisa que me irrita é ficarem desenhando expressão facial na cara do Aço, como se ele tivesse uma cara de metal e não uma máscara.

A próxima história do encadernado é Torre de Babel, que eu já resenhei aqui no site, então vou pular.
Então é isso. História muito maluca. Adorei.
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Um abraço.
E tchau.
